segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lançamento de 'Reflexão pela Escrita no Estágio Supervisionado'

O Prof. Wagner Silva, coordenador do PPG Letras - UFT - Campus de Araguaína, divulga o lançamento de seu novo livro 'Reflexão pela Escrita no Estágio Supervisionado', vejam abaixo: 



II encontro sobre gramática de 4-6 novembro em Fortaleza

Participe do


Faça sua inscrição para apresentação de trabalhos até 26/09, clicando aqui

Press Release 009 – 22.09.2014

Filme
   Quem somos nós? http://bit.ly/1u7CSQX

Notícias
   Quase metade dos municípios têm computador, mostram dados do Pnad - http://bit.ly/1r3JAnu

Entrevista
   Eliana Yunes – ‘Formar leitores é dar acesso às narrativas que contam a vida’ - http://bit.ly/1v0ZfVs

Eventos
   Quarteto Belmonte se apresenta em duas cidades do Tocantins - http://bit.ly/1uKFymq

Artigos
   A América Latina tem fome de cultura - http://bit.ly/ZACkq4

Leitura
   Fernando Pessoa, entre Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia - http://bit.ly/ZxnUqI

Cultura
   As diferenças culturais entre o Brasil e a Suécia - http://bit.ly/1BPYbaX

Grandes Clássicos - Obras completas
   Pe. António Vieira - http://bit.ly/1oR1NA6

Bibliotecas
   Empresa de TI explica desafio de digitalizar a Biblioteca do Vaticano - http://bit.ly/1m8st4X

Imagem
   O nome de deus em van - http://bit.ly/1yiomJ4

Imagem - O Prazer da Leitura
   Teoria do Caos - http://bit.ly/1ukzqyS

Prof. Dr. Antonio Carlos Ribeiro
Pós-Doutorando – UFT/PPGL
Editor



Se desejar ler os demais Press Release, clique em http://bit.ly/1E35ugR

domingo, 21 de setembro de 2014

A América Latina tem fome de cultura

Uma pesquisa da Organização dos Estados Ibero-americanos revela que o aceso às artes cresce no continente ao mesmo tempo em que a instituição pede aos Governos mais investimentos públicos



O acesso, a qualidade e a oferta de cultura na América Latina aumentaram neste século. Quase 6 em cada 10 pessoas pensam assim, e a maioria também avalia que continuará a crescer. Ouvir música, assistir a vídeos e ler são as práticas favoritas, entre outras razões, porque são gratuitas e de fácil acesso. A primeira grande radiografia latino-americana mostra hábitos culturais de assiduidade regular e baixa, especialmente na América Central. Em 20 países de língua espanhola, mais o Brasil, a média do Produto Interno Bruto (PIB) dedicada à cultura está abaixo de 0,5%, enquanto a presença da internet cresce consideravelmente (40% tem acesso) e se transforma em uma espécie de contrapeso para as políticas oficiais.

Estes são alguns dos dados mais reveladores da Enquete Latino-Americana de Hábitos e Práticas Culturais 2013, uma vasta radiografia realizada pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI). A pesquisa consultou 1.200 pessoas por país, e tem uma margem de erro de 2%. Apesar do otimismo da população sobre a melhora do acesso e fomento à cultura, a OEI chama a atenção dos Governos para dois pontos. O primeiro tem a ver com o fator econômico e o investimento no setor, e o segundo com o apoio e impulso aos valores de criação local e regional que contribuem para a apropriação social da cultura.

Cinema: 65% dos latino-americanos disseram não ter ido ao cinema no último ano, e só 9% realizaram a atividade uma vez por mês. Entre os países com mais cinéfilos estão a Costa Rica (14%), o Equador e a Venezuela (13%). Mais da metade assiste a vídeos (56%), contra 40% que nunca o fizeram.



PESQUISA LATINOAMERICANA DE HÁBITOS E PRÁTICAS CULTURAIS

Música: Seis em cada 10 latino-americanos escutam música gravada, 27% o faz todos os dias. Os países em que a população realiza a atividade com mais frequência no período de uma semana são a Venezuela (40%), a Argentina (30%), o Paraguai (28%) e o Brasil (27%).

Livros: 45% dos entrevistados reconhece que não lê nunca ou quase nunca por motivos profissionais ou educativos. Os cidadãos que mais leram no último mês por lazer ou interesse pessoal foram os mexicanos (36%), uruguaios e guatemaltecos (33%) e costarriquenhos (31%).

Meios de Comunicação: Os latino-americanos costumam dedicar uma média de 3,5 horas por dia à televisão e 3,7 horas a mais nos finais de semana. Os maiores teleconsumidores são os hondurenhos (4,5 horas), e os costarriquenhos, uruguaios e venezuelanos (4,3 horas). Em relação à rádio, em média são dedicadas 3,9 horas diárias de segunda-feira a sexta-feira. A leitura de jornais consome 3,7 dias por semana.

Internet e redes sociais: Grande parte da população acima de 51 anos (80%) nunca usou e-mail ou internet, contra 57% das pessoas com idades entre 31 anos e 50 anos, e 33% dos mais jovens. Um terço daqueles que têm um nível socioeconômico alto acessa a internet todos os dias. No total, 82% dos membros das classes mais baixas nunca se conectaram à rede. Na liderança dos mais tecnológicos estão os argentinos, brasileiros e chilenos - entre 28% e 22% - que afirmam usar o computador “várias vezes ao dia”. O Facebook é a rede social mais usada em todos os países (38%), seguida pelo YouTube (21%). A média regional de acesso à internet é de 40% frente a 80% nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os motivos fundamentais, segundo um cálculo realizado pela União Internacional de Telecomunicações e citado no Latinobarómetro, são “as elevadas tarifas de conexão à banda larga em relação ao PIB per capita mensal” e a “limitada infraestrutura de telecomunicações” de muitos países da região.

A criação local é essencial, embora talvez não seja percebida como cultura

Patrimônio material: 62% dos entrevistados admitiram nunca ter ido a um parque histórico ou a algum lugar que fizesse parte do patrimônio nacional, enquanto 27% disseram ter visitado locais como esses entre uma e três vezes. Os que mais realizam esse tipo de passeio são os argentinos, mexicanos e peruanos (32%).

Conclusões para alguns dos países com maior uso cultural

ARGENTINA

Um em cada 10 argentinos vai ao cinema uma vez por semana e eles são os que assistem mais frequentemente a espetáculos musicais. Um terço dos entrevistados assegurou ter ido a uma apresentação entre uma e três vezes no último ano. No total, 20% disseram ter ido ao cinema pelo menos uma vez no último trimestre. Junto com México e Brasil, a Argentina tem um dos maiores mercados audiovisuais da região, o que, segundo o estudo, poderia explicar esse afeto pelas salas de cinema. Estão, além disso, acima da média de livros lidos por ano (4,8). Três em cada quatro (76%) garantem que leem pela necessidade de estar informados e quase a metade (47%) pelo simples prazer de fazê-lo. Também está entre os países onde as pessoas dedicam mais tempo a ver vídeos (4% diariamente e 28% uma vez por semana).

BRASIL

A grande maioria dos brasileiros entrevistados (80%) afirmou que nunca tinha ido a concertos ou apresentações de música ao vivo, mas, ao mesmo tempo, são os que mais escutam músicas gravadas diariamente, bem como costarriquenhos, colombianos e uruguaios. Seus habitantes também estão entre os que garantem ter lido no último ano mais por razões profissionais ou de formação, deixando o país atrás da Costa Rica (44%) e empatado com o Equador (38%). Estão entre os que mais devoram livros, quatro por ano (a média é 3,6), e entre os principais usuários diários de computador (23%). Os brasileiros consomem menos horas de televisão durante a semana (2,7 horas) que o restante dos habitantes da região. Na metade dos lares (49,9%) há um computador.

CHILE

Os chilenos leem menos que a média (2,8 livros ao ano) e são maioria os que asseguram nunca realizar a atividade por motivos profissionais ou de estudo (61%, acima da média de 45%). Quase a metade se entrega à leitura por prazer (47%). No total, 10% vão ao cinema uma vez por semana e um em cada cinco escuta música diariamente. Em uma enquete nacional apresentada no relatório se explica que 40% da população urbana que declarou escutar música reconheceu baixá-la da Internet. O Chile está entre os países onde mais gente se conecta diariamente à rede, assim como a Argentina e o Brasil. A maioria dos que navegam assiste a vídeos online (95,5%).

COLÔMBIA

A Colômbia está três pontos acima da média entre as pessoas que afirmaram não ter ido ao cinema no último ano (68%). Os motivos são principalmente o desinteresse (36,8%), a falta de dinheiro (34%), ou ver os filmes pela televisão (26,6%), segundo uma pesquisa nacional de consumo cultural citada no Latinobarómetro. Mais da metade dos colombianos reconhecem que não leem por motivos profissionais, embora estejam acima da média em livros por ano (4,3).

MÉXICO

Segundo a pesquisa, os mexicanos são os maiores leitores da região, e o fazem sobretudo por lazer. A média é de seis livros por pessoa anualmente. Também são os que escutam mais música diariamente (40%), na maioria dos casos comprada de tianguis, os vendedores ambulantes mexicanos. Embora o país seja um dos maiores mercados audiovisuais da região, mais de 60% afirmam que não foram ao cinema no último ano. Os motivos citados para não ir são a falta de tempo ou de dinheiro. Na Bolívia e no México estão os cidadãos que menos veem televisão na região durante a semana (uma média de 2,7 horas). Os mexicanos são também os visitantes mais assíduos de seu patrimônio cultural, ao lado dos uruguaios. Quase a metade (44%) visitou algum monumento no último ano. E 4% disseram ter feito passeios culturais “mais de 12 vezes” nesse período.

O FOSSO DA AMÉRICA CENTRAL

O estudo reflete um amplo fosso entre o Sul e a América Central. Nessa parte da região cai o consumo cultural em quase todas as opções: cinema, música, teatro ou passeios culturais. Quem menos vê filmes nos cinemas são os nicaraguenses (82%), hondurenhos (80%), guatemaltecos (77%) e salvadorenhos (70%). Mais de 80% dos entrevistados de Honduras, Nicarágua e Guatemala nunca foram ao teatro – e El Salvador tem apenas 1 ponto porcentual a menos (79%). Também se aproximam dessa porcentagem no que se refere a concertos e apresentações de música ao vivo, tanto os hondurenhos como os nicaraguenses (88% em ambos os casos). As porcentagens também são elevadas no caso do Brasil (80%) e Paraguai (73%).

Em Honduras e Nicarágua, três de cada quatro entrevistados afirmaram que nunca visitaram um parque histórico ou cultural. Deixando a América Central, a cifra também é alta no Paraguai (69%), Bolívia (69%), Chile (66%) e Colômbia (64%).

O relatório faz um chamado aos Governos para tentar reduzir esse fosso. Nas conclusões do estudo é destacado com firmeza o fato de que as políticas públicas têm de contribuir para suprimir as barreiras que essa distância produz e multiplicar a oferta às comunidades para facilitar seu acesso e participação nas atividades culturais. Embora o porcentual dedicado pelos Governos a esse setor seja muito baixo, o seu desenvolvimento, junto com a educação, se transformou em uma prioridade dos órgãos de integração da região. Um bom exemplo disso será dado na cúpula em Veracruz (México), prevista para dezembro. “A cultura é um poderoso fator de desenvolvimento para os países e para a participação dos cidadãos, mas na maioria mal chega a 0,5% do gasto público”, lembra Álvaro Marchesi, prestes a deixar o cargo de secretário-geral da OEI.

O estudo reflete as diferenças entre as regiões meridional e central

Felipe Buitrago, consultor de Assuntos Culturais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e coautor do livro The Orange Economy, vai um pouco além: “Os orçamentos são importantes, mas, independentemente do porcentual que se destine, faz falta um debate que vincule o financiamento com políticas de cultura, que fomente a absorção dessa cultura”.

E há ainda um outro aspecto. A criação local ou regional é essencial, apesar de não ser, talvez, percebida pelos entrevistados como Cultura. O Latinobarómetro inclui também uma reflexão sobre esse aspecto: enfatiza a necessidade de levar em conta as formas naturais e espontâneas surgidas no seio da sociedade civil, que contribuem para a apropriação social da cultura, do patrimônio, dos espaços culturais, artísticos e sociais. “A cultura comunitária”, diz o estudo, “contribui também para transformar as ruas e os espaços de contato em lugares de convivência. Conseguir formas de acesso mais democráticas à cultura, que respaldem a participação ativa da cidadania, é um dos melhores caminhos para recuperar os traços de identidade coletiva e para favorecer a inclusão social”.

sábado, 20 de setembro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Imagem: O Prazer da Leitura

Teoria do Caos


'Formar leitores é dar acesso às narrativas que contam a vida'

Entrevista com Eliana Yunes



Jornal de Ponta Grossa: A primeira pergunta é baseada no tema de sua palestra: Ler faz a diferença? Como e por quê?

Eliana Yunes: Ler faz toda diferença, sobretudo se pensarmos que não se lê apenas o escrito, o livro, mas lemos o mundo pela oralidade (as histórias que ouvimos todos os dias a respeito do que acontece à volta, além das histórias clássicas que a memória guardou), pelos movimentos (a dança, a encenação), pelos sons (a música instrumental ou como palavra cantada), pelas formas dos objetos, etc. Lemos o mundo e precisamos ler a 'letra' em que ele se grafa, recordando-nos experiências que a humanidade acumulou. Quem não lê o mundo cifrado nas múltiplas linguagens, está excluído ou alienado da vida. São muitos códigos, e não temos o direito, nem nos podem negar o direito de entendê-los para poder escolher, com alguma autonomia, nosso lugar na vida social: ler é um ato político!

Como a escola pode formar uma geração de leitores críticos?

Não forma leitores quem não é leitor. Certa vez um ministro da educação me disse que não via a necessidade de um programa de formação de leitores na escola, porque todo professor era obviamente leitor, e portanto, apto a ensinar a leitura. Ele não percebeu o que não estava lendo: a falta de familiaridade com o conhecimento, apresentado em fórmulas e esquemas frios e mortos, passa pela falta de experiência, vivência com a palavra, com a leitura, sobretudo com a literatura, independente da área de conhecimento. Formar leitores significa dar acesso às narrativas que contam a vida, através da ficção e da ciência, como passaporte para se tornar cidadão, “senhor da cidade”, responsável na sua medida pelo que constrói como História - como histórias... - tomar gosto por dizer e dizer-se. Leitor crítico é aquele que é capaz de pensar diferentes possibilidades de sentido, ter diferentes entendimentos do texto/da textualidade e poder optar por um,  de forma coerente com toda a bagagem que traz. O leitor crítico é o que tem discernimento sobre o que lê, e isto é um aprendizado de interações e diálogos. A escola pode fazer isto ter mais efeito que outros meios, embora não seja a única mediadora.

Para isso, qual é a importância do envolvimento da escola e da família? Ambos estão preparados?

Acima respondi sobre a escola. Quanto à família, depende de que família, de que contexto. Muitas vezes os pais são iletrados mas podem ler o mundo por outras linguagens. De nada vale, se não dialogar, não mostrar como entende e porque entende de tal forma um fato, um caso, um acontecimento. Estar preparado é nosso calcanhar de Aquiles: é preciso saber o que se faz e como se constrói o sentido das coisas. Precisamos de políticas de Estado para nos amparar em todos os espaços sociais, a nos tornarmos aptos a agir como leitores e 'eleitores' da vida social que queremos entregar às novas gerações.

Como congressos, como o que será realizado em Ponta Grossa, pode contribuir para o debate sobre o tema leitura e literatura, e para o fomento de leitores críticos? Qual é a sua importância para a sensibilização, não apenas dos educadores, mas da comunidade?

Toda! Quanto mais se der visibilidade, espaço público para este debate e para a circulação da informação e acesso aos bens culturais como um todo, mais estaremos agilizando o processo de participação de toda a sociedade na formação de leitores, de forma a universalizar este direito: quem lê e escreve, desta ou daquela forma, do romance ao blog, e participa da vida política, ajudando a comunidade, a cidade, o país a se pensar. Muitas instituições se apresentam como promotoras da leitura, mas seus dirigentes sequer sabem o que promovem, ou sabendo, não querem efetivamente ter outros como interlocutores. E se julgam os únicos sujeitos da história, curta, é verdade, em que estão protagonizando.

Fonte: Jornal de Ponta Grossa

Filme: Quem somos nós?

Assista ao filme Quem somos nós?, que nos ajuda a refletir sobre a 'transdisciplinaridade' em nosso tempo e lugar. Confira:



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quase metade dos domicílios tem computador, mostram dados do Pnad

Palmas - A proporção de internautas cresceu de 49,2%, em 2012, para 50,1%, no ano seguinte. Entre os bens duráveis, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o total de domicílios com computadores subiu de 46,4% para 49,5%, de 2012 para 2013. No Nordeste, as casas com esse equipamento cresceram 14%. Dos 32,2 milhões de domicílios brasileiros com computadores em 2013, 28% tinham acesso à internet.



A proporção de internautas cresceu de 49,2%, em 2012, para 50,1%, no ano seguinte. A pesquisa do IBGE indica que, em 2001, 12,6% das unidades residenciais tinham esses aparelhos e, em 2013, esse percentual evoluiu para quase metade dos domicílios. Já as moradias com computador ligado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, na mesma comparação.

Aproximadamente 86,7 milhões de pessoas com 10 anos de idade ou mais acessaram a internet no período de referência em 2013. O crescimento observado foi 2,9% ou 2,5 milhões de usuários. Segundo o IBGE, esse foi o menor índice de expansão registrado a partir de 2008. A taxa de crescimento no número de internautas atingiu o pico de 21,6% de 2008 para 2009. O aumento de internautas com 10 anos ou mais que acessaram a internet em 2013 alcançou maiores percentuais nas regiões Nordeste (4,9%) e Sul (4,5%), com menor índice de ampliação no Norte (0,4%).

A gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, analisou que o aumento do consumo de bens duráveis, principalmente de computadores, resulta da elevação do rendimento da população. “A gente ainda tem muito a avançar em termos de acesso à internet. Ainda não atingiu a população como um todo”, destacou a gerente da Pnad.

Por gênero, as mulheres, com quase 45 milhões de indivíduos, lideraram os acessos à internet no Brasil, seguidas por 41,7 milhões de homens. Ambos mostraram aumento em comparação a 2012: 43,3 milhões e 40,8 milhões, respectivamente.

Por outro lado, caiu o número de moradias com rádio e DVD, de 2012 para 2013 – queda decorrente das mudanças tecnológicas, segundo o IBGE. Em relação ao rádio, o número caiu de 80,9% para 75,8% e, sobre os aparelhos de DVD, de 76% para 72,4%. Já a quantidade de casas com máquina de lavar evoluiu 7,8%, assim como aquelas com carro, de 42,5% para 43,6%. A proporção de domicílios com moto permaneceu estável: 20% em 2012, e 19,9%, no ano seguinte. Na mesma situação, ficaram os domícilios com fogão e televisor (98,8% e 97,2%, respectivamente). (ABr)

Transcrito de http://www.ogirassol.com.br/materia.php?u=quase-metade-dos-domicilios-brasileiros-tem-computador.-mostra-dados-da-pnad

Quarteto Belmonte se apresenta em duas cidades do Tocantins

O Quarteto Belmonte, do Rio de Janeiro, faz apresentação em duas cidades do Tocantins neste mês de setembro pelo projeto Sonora Brasil. O grupo carioca se apresenta no Centro de Atividades do Sesc na próxima quinta-feira (18) em Gurupi, no sul do estado e na sexta-feira (19) no Teatro Sesc Palmas, na capital. Ambos concertos acontecem às 20h.



Segundo o Serviço Social do Comércio (Sesc) no estado, o grupo é composto por quatro artistas que utilizam instrumentos de corda, uma formação que é usada por compositores desde o século 18. "O quarteto foi formado especialmente para o projeto a partir da identificação de músicos com larga experiência como concertistas em orquestras e conjuntos de câmara que atuam na cidade do Rio de Janeiro."

O Quarteto Belmonte é formado por Márcio Sanchez (violino), integrante da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Ubiratã Rodrigues (violino), integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório; Dhyan Toffolo (viola), integrante da Orquestra Petrobras Sinfônica e Janaína Salles (violoncelo), integrante da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF (RJ).

Apresentações

Em Gurupi, o concerto acontece no auditório do Centro de Atividades do Sesc, na rua Rua D, quadra 10, lotes 1 a 5, nº 109, setor Engenheiro Waldir Lins. A entrada é gratuita. Já na capital, a apresentação será no Teatro Sesc Palmas, quadra 502 Norte, avenida LO-16, lotes 21 a 26. Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria a partir das 19h e custam entre R$ 6 e R$ 3.
Serviço
Sonora Brasil - Quarteto Belmonte
Gurupi: 18 de setembro
Entrada: Gratuita
Horário: 20h
Local: Centro de Atividades
Informações: 3301-2100
Palmas: 19 de setembro
Entrada: Entre R$ 6 e R$ 3
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Palmas
Informações: 3212-9949

Transcrito de http://www.portalonorte.com.br/estado-70917-quarteto-belmonte-se-apresenta-em-duas-cidades-do-tocantins.html

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

As diferenças culturais entre o Brasil e a Suécia

Entenda as culturas religiosas distintas que baseiam os modelos de educação do Brasil e da Suécia.
Veja as razões apresentadas pelo cientista político Carlos Alberto Almeida no Programa de Frente com Gabi, do SBT:




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Jogo dos erros

O nome de deus


Empresa de TI explica desafio de digitalizar a Biblioteca do Vaticano


(foto: Michal Osmenda / Wikimedia Commons)

Gustavo Gusmão

A empresa japonesa NTT Data começou, entre março e abril deste ano, um longo processo para digitalizar todo o acervo da Biblioteca Apostólica do Vaticano. Ao todo, são 82 mil manuscritos, totalizando mais de 41 milhões de páginas. São números que já dão uma ideia da dimensão do trabalho que os 50 envolvidos enfrentam – e que fica mais complicado se considerarmos os diferentes tipos de documentos guardados no local e a alta exigência de espaço para armazenar tudo.

“Há manuscritos muito frágeis, que precisam de cuidados especiais no manuseio”, explicou a INFO Dalton Dallavecchia, executivo da NTT Data no Brasil. Conforme descreveu o brasileiro, alguns dos documentos não podem ser muito abertos, resistindo no máximo a um ângulo de aberutra de 100 graus. “Usamos suportes especiais de livros nesses casos, além de um software que corrige as imagens que não foram capturadas em um ângulo raso”, completa.

A biblioteca, inaugurada ainda em 1475, ainda conta com algumas obras orientais escritas em rolos enormes, que precisam ser escaneadas aos poucos, em partes separadas. O trabalho todo gera vários pedaços, que depois são unificados com a ajuda de ferramentas dos softwares utilizados no processo de virtualização.

Armazenamento e big data – Para a primeira fase da iniciativa, uma pequena parcela do acervo será escaneada. Mas mesmo que não represente muito, serão necessários 3 Petabytes para armazená-la. E segundo Dallavecchia, o conjunto todo de manuscritos, que deve ser totalmente escaneado em quatro anos, exigirá pelo menos 20 PB de capacidade de armazenamento – ou 20 milhões de GB, para deixar mais claro.

Os arquivos ficam em servidores baseados na tecnologia Isilon, da norte-americana EMC, voltada para guardar documentos por um longo período. O uso da plataforma também está relacionado à ideia da NTT Data e do Vaticano de disponibilizar o acervo digital a pesquisadores e internautas pelo mundo: ela é voltada para gerenciamento de big data, e caracterizada como uma solução escalável (scale-out). Ou seja, conforme a demanda de acessos ao grande volume de dados da biblioteca cresce, mais nós (nodes) são adicionados, mantendo o sistema estável.

Digitalização – O número aparentemente exagerado de Petabytes, aliás, tem muito a ver com a qualidade das imagens. O executivo da NTT Data explica que o aparelho usado na digitalização “captura a imagem dos manuscritos com resolução óptica de 400 dpi, usando diferentes tipos de fontes de luz para melhorar a qualidade”.

É uma ação complicada, que envolve por vezes até uma armação para segurar as obras apenas parcialmente abertas – mas que leva só “dois minutos para digitalizar uma página do tamanho de uma folha A4”. No fim das contas, cada scanner é capaz de capturar pelo menos 150 volumes em um ano.

Se quiser acompanhar o progresso do trabalho, dá para checar algumas das páginas digitalizadas na página da Biblioteca Apostólica do Vaticano. Por ora, foram digitalizados 4.161 volumes dos 82 mil. Para ver alguns deles, é só clicar no respectivo livro aberto e depois na folha que aparecerá à direita.

Press Release 008 – 15.09.2014

Notícias
   Boaventura Sousa Santos recebe Dhc e lança livro na UFMT - http://bit.ly/1CX9AHn
   Inovação está em alta nas federais do nordeste - http://bit.ly/1qCqs17

Destaques
   ABL lança aplicativo de consulta ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - http://bit.ly/1s1zQxx

Artigos
   Empresa de TI explica desafio de digitalizar a Biblioteca do Vaticano - http://bit.ly/1m8st4X

Grandes Clássicos - Obras completas
   Book of Arts - http://bit.ly/1oR1NA6

Imagem
   Alfabetização - http://bit.ly/1qNBbV4
   Arrisque o Verbo - http://bit.ly/1lYf0wB

Imagem - O Prazer da Leitura
   Estante exótica - http://bit.ly/1qVyaSy

Prof. Dr. Antonio Carlos Ribeiro
Pós-Doutorando – UFT/PPGL
Editor



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Imagem: O Prazer da Leitura

Estante exótica



domingo, 14 de setembro de 2014

ABL lança aplicativo gratuito de consulta ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP)

Banco de dados do vocabulário com a ortografia oficial da língua, criado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), pode ser acessado por tablets e celulares. Desconhecer a língua portuguesa é opcional! 



“A tendência do mundo é a composição entre o que é impresso e o que é digitalizado e disponibilizado através dos serviços da Internet. A popularização dos iPads, celulares,   e de todos os novos veículos de comunicação é inevitável,  e a Academia, com o aplicativo, poderá prestar serviço a um número cada vez maior de usuários, especialmente os estudantes”, afirma  o Presidente da ABL, Acadêmico Geraldo Holanda Cavalcanti.

A Academia Brasileira de Letras acaba de lançar, com acesso gratuito, o aplicativo do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que contém a ortografia oficial do Português, para tablets e celulares. O usuário poderá fazer a consulta utilizando a internet  apenas  uma única vez, quando baixar o aplicativo ou quando for necessária a atualização da base de dados.

Para isso, basta acessar o link clique aqui para download na App Store da Apple, ou no link clique aqui (Android), para download no Google Play.

Um dos recursos mais interessantes do aplicativo é o de auto-completar-se (o que facilita a digitação em telas pequenas). Outro é a regulagem do tamanho da fonte (para telas pequenas e pessoas com dificuldade na leitura). De acordo com os técnicos responsáveis pelo aplicativo, quando um consulente começar a digitar parte da palavra cuja grafia precisa consultar, uma listagem de possíveis resultados aparecerá  na tela, e ele poderá encontrar a exibição do vocábulo antes mesmo de terminar a redação de tal termo.  O aplicativo dispõe também de  um ajuste que pode ampliar ou reduzir o tamanho da fonte, facilitando a leitura.

E leituras ricas e prazerosas!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Boaventura Sousa Santos recebe Dhc e lança livro na UFMT

Isabela Mercuri

O professor e sociólogo Boaventura de Sousa Santos recebe nesta sexta-feira (12), às 10 horas, o título de Doutor Honoris Causa do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Além deste evento, será realizado também, no mesmo dia, o lançamento do livro “O direito dos oprimidos” e a palestra “A Universidade Pluriversa: a educação tem quem a eduque?”, ambos do professor Boaventura. 



Dentre as ideias do professor estão : “Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem. Lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracterize” e “Temos formado conformistas incompetentes e precisamos de rebeldes competentes”.

O livro “O direito dos oprimidos” é o primeiro volume da coleção “Sociologia Crítica do Direito”. Trata-se de um conjunto de livros com estudos realizados pelo professor Boaventura nos últimos quarenta anos, sobre temas de sociologia do direito. O primeiro livro traz o primeiro estudo, resultado da tese de doutorado defendida pelo professor em 1973 na Universidade de Yale (Estados Unidos). 

Neste trabalho Boaventura analisa sociologicamente o direito informal e a resolução de conflitos na favela de Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Por ter feito o estudo na época da Ditadura Militar, o professor deu o nome de “Pasárgada” ao local analisado, fazendo referência a um poema de Manuel Bandeira. Até hoje, a tese nunca foi publicada em português. 

De acordo com a professora Artemis Torres, cofundadora do Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais e Educação (GPMSE), a UFMT tem escolhido muito bem os homenageados com o título de Doutor Honoris Causa. Já foi homenageado também o professor doutor Francisco Fernández Buey, filósofo espanhol (que recebeu o título in memoriam).

“Ambos [os professores] coincidem, academicamente falando, naquilo que prezamos como sendo o maior serviço à universidade pública: a luta em favor da democratização desse espaço, tão importante, de produção e debate científico”, ressalta a professora.

Já o professor Luiz Augusto Passos, também membro do GPMSE, espera ansiosamente a chegada do professor Boaventura. Para ele, isto será a união do professor e sua obra aos estudos que a UFMT realiza, com o objetivo de consolidar o “esforço de produzir uma cultura acadêmica voltada à emancipação e democracia viva perpassada pelas relações pessoais, sociais, institucionais”, comenta. 

Passos comemora a primeira vez em que uma oficina sobre a Universidade Popular dos Movimentos Sociais será feita em Mato Grosso. Esta Universidade, coordenada por Boaventura, busca “desenhar uma tradução que ao mesmo tempo expresse o que é mais específico e singular em cada segmento, por exemplo, quilombolas, lavradores e lavradoras, Sem Terra, indígenas… E ao mesmo tempo o que aproxima as lutas deste setor como de interesse de todos os demais”, explica.

Alfabetização

Alfabetização resolve as demandas mais básicas dos seres humanos, diz a UNESCO


Arrisque o verbo

De novo Clarice Lispector nos desacata...


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Inovação está em alta nas federais do nordeste

As universidades do Sudeste são as líderes no país em pedidos de patente (registro de invenções), mas dados analisados pelo RUF mostram que 5 das 10 instituições que mais avançaram no volume de registros nos últimos anos estão na região Nordeste.

O maior salto foi da UFC (federal do Ceará), com um aumento de 766,7% no número de patentes solicitadas entre o biênio 2008-2009 e os dois anos seguintes.

A UFC saiu de 3 para 26 pedidos de registros. O número é pequeno perto dos 162 feitos no mesmo período pela USP, líder em inovação, mas é quatro vezes a média nacional das universidades (6,3).


Sabine Righetti e Bruno Benevides – Folha de S. Paulo

Em 13º na classificação geral do ranking, a UFC fez um plano de restruturação em 2007 e concentrou as contratações em doutores, o que aumentou a competitividade da instituição na busca por recursos para organizar os laboratórios de pesquisa.

“Estruturamos a área de inovação e nos aproximamos da indústria”, afirma o reitor da UFC, Jesualdo Farias.

Defensora da produção de conhecimento com aplicação, Mazzetto fez um trabalho de formiguinha -com uma equipe formada por quatro pessoas- para disseminar o patenteamento.

Uma das iniciativas foi incentivar os professores a aprender a escrever pedidos de patentes por meio de cursos ministrados pelo próprio Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão que analisa os registros. O instituto tem cerca de 8.000 “alunos” por ano no país.

Uma das ideias cujo registro foi pedido pela UFC -de uma colheitadeira de legumes e de verduras- já foi licenciada para uma empresa paulista, que vai comercializar a máquina. É a primeira transferência de tecnologia feita pela universidade.

As federais de Sergipe, do Maranhão e do Piauí também estão entre as que mais cresceram nessa área.

A de Pernambuco, instituição nordestina mais bem colocada na classificação geral do RUF, em 11º lugar, cresceu menos proporcionalmente (73%), mas atingiu 26 pedidos de patentes em 2010 e 2011, mesmo número da UFC. As duas ficam empatadas na oitava posição entre as universidades que mais solicitaram o registro de invenções nesses dois anos.

De acordo com Anísio Dourado, reitor da UFPE, projetos de pesquisa com a Petrobras e outras empresas internacionais permitiram a criação de um laboratório para estudo de petróleo.

“Estamos conseguindo registrar patentes e fomentar uma visão empreendedora nos alunos”, diz ele.

Transcrito de http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/184520-inovacao-esta-em-alta-nas-federais-do-nordeste.shtml

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Press Release 007 – 08.09.2014

Notícias
   Leitura na infância favorece a inteligência - http://bit.ly/1nCNBf8
   Tecnologia e educação na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo - http://bit.ly/1tBnM63

Artigos
   Para ler, comer e usar – http://bit.ly/1tBur06
   Para 47% dos jovens, o bom professor usa tecnologia - http://bit.ly/1qjDP5U

Grandes Clássicos - Obras completas
   Lima Barreto - http://bit.ly/1oR1NA6

Leitura
   Mia Couto lê ‘Levantado do Chão’, de José Saramago - http://bit.ly/1uBftV5

Bibliografia comentada
   Guerra do Paraguai - http://bit.ly/1vNqxlr

Museus
   Museu do Louvre - http://bit.ly/1aYg2Ds

Imagem
   Reaprender - http://bit.ly/1uEaVNB

Imagem - O Prazer da Leitura
   Tronco da Leitura - http://bit.ly/1tewof9

Prof. Dr. Antonio Carlos Ribeiro
Pós-Doutorando – UFT/PPGL
Editor

Se desejar ler os demais Press Release, clique em http://bit.ly/1E35ugR

sábado, 6 de setembro de 2014

Para ler, comer e usar

Laura de Mello e Souza

A invenção da imprensa sempre foi considerada um marco extraordinário na história da humanidade. Não é de hoje, porém, que historiadores e cientistas sociais discutem o alcance e os limites desse evento. Se antes o fato de tal ou qual autor não ter sido publicado em vida acarretava uma série de considerações sobre sua importância e influência, hoje se pensa duas vezes sobre o fato, antes de arriscar uma generalização. Quantos teriam sido os afetados pela difusão dos livros? Em que medida os impressos foram de fato um meio privilegiado de difusão de saberes cultos em um mundo visceralmente distinto do nosso?



O historiador norte-americano Bernard Bailyn arranhou muitas certezas ao defender que o movimento de independência dos Estados Unidos (1776) deve tanto ou mais aos panfletos e à cultura oral dos pubs do que aos textos eruditos. Em As origens ideológicas da revolução americana (1967), Bailyn minimizou o alcance, entre a população da época, das grandes teorias de então – sobretudo de John Locke (1632-1704) – e fez escola. Em ensaio brilhante, intitulado ‘Ticiano, Ovídio e os códigos da figuração erótica’, o italiano Carlo Ginzburg, em praia totalmente diversa, tocou em princípio análogo, mostrando que um célebre quadro de Ticiano teria sido inspirado em toscas gravuras populares e não em As metamorfoses, do poeta romano Ovídio.

Ainda sem tradução entre nós, os trabalhos do espanhol Fernando Bouza Alvarez são, neste sentido, modelares. Este historiador que visitou o Brasil pela primeira vez em junho, começa a ser mais bem conhecido e discutido na universidade brasileira. Mais que um estudioso da imprensa e das formas impressas, ele se interessa pela circulação e comunicação de informações, por diferentes meios, na primeira Época Moderna (séculos 15 e 16). Um de seus trabalhos mais conhecidos, Corre manuscrito, mostra que textos escritos à mão continuaram circulando com grande intensidade até muito tarde, e com ampla influência. Mais: que o fato de só haver versões manuscritas de certos textos – lembro, aqui, da Clavis Prophetarum, do padre Antonio Vieira, nunca publicada – não é sinônimo de obscuridade, desconhecimento ou ausência de impacto. E que sociedades sem imprensa não ficam privadas de sofisticados circuitos de informação. Consolo para os brasileiros, já que nossa terra, por ordem da coroa portuguesa, esteve desprovida de imprensa, como se sabe, até 1808.

Bouza ensina também que o texto manuscrito tinha incrível flexibilidade, ausente do impresso: o autor podia acrescentar ou suprimir passagens que, se ‘adulteravam’ o original, por outro lado inseriam fragmentos reveladores do contexto histórico no qual foram produzidos. Manuscritos ou impressos, os textos tinham funções múltiplas. Eram suportes da comunicação em um sentido muito amplo do que se pode imaginar. Havia textos com imagens religiosas impressas feitos para serem comidos, e outros, desenhados, deviam ser trazidos para proteger o corpo de ferimentos, com óbvia conotação mágica. Os últimos foram muito usados pelas populações luso-afro-brasileiras, e encontrei alguns ao ler processos inquisitoriais referentes a ‘mandingueiros’ do século 18.

O estudioso da leitura deve, portanto, confrontar suportes variados e não se deixar enredar pelo fetiche dos impressos. Um exemplo inteligente de como tradições variadas podem se entrecruzar criativamente quando o assunto é a circulação da informação está na edição deslumbrante que a editora Cosac Naify fez dos contos de Grimm: as histórias, reunidas a partir de relatos populares no momento em que as Luzes intimidavam a tradição oral europeia, no século 18, foram magnificamente traduzidas para o português e ilustradas com xilogravuras encomendadas a J. Borges, grande artista nordestino celebrizado por publicações de cordel.

Transcrito de Ciência Hoje, revista de publicação científica da SBPC, nº 305, v. 51, jul 2013, p. 37

Imagem: O Prazer da Leitura

Tronco da Leitura





Imagem: Reaprender


Leitura na infância favorece a inteligência

Um estudo realizado com gêmeos idênticos no Reino Unido mostra que ler bem no início da infância pode afetar positivamente a inteligência da pessoa para o resto da vida. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Edimburgo e pela King’s College de Londres, comparou o nível de leitura de 1.890 pares de irmãos por nove anos e constatou que os indivíduos que se davam bem com os livros a partir da fase de alfabetização desenvolveram habilidades cognitivas superiores na adolescência. A vantagem intelectual dos leitores, aponta o estudo, não foi restrita ao jeito com as palavras e se estendia também à capacidade de raciocínio em testes não relacionados com a literatura. Os resultados podem influenciar na forma como especialistas lidam com a educação infantil.

As crianças acompanhadas foram submetidas a exames de leitura e de inteligência aos 7, 9, 10, 12 e 16 anos. Eles passavam por testes de vocabulário e compreensão de texto, além de terem o conhecimento sobre autores populares sabatinado. A desenvoltura não verbal também foi testada em atividades que mediam o pensamento abstrato e a lógica dos pequenos. Como resultado, aqueles que liam melhor que seus irmãos também tinham desempenho superior em testes de inteligência em cada fase da vida.

“Podemos apenas especular as causas”, ressalta Stuart Ritchie, pesquisador de psicologia na Universidade de Edimburgo e principal autor do trabalho, publicado recentemente em Child Development. Ele aponta que há duas causas principais que podem ligar a leitura ao desenvolvimento da inteligência: “Primeiro, ler permite que as crianças pratiquem habilidades de pensamento, como imaginar outras pessoas, momentos, lugares e objetos que não estão diretamente na frente delas. Essas habilidades abstratas podem ser úteis em testes de inteligência e na performance intelectual de forma geral. Segundo, ler pode levar crianças a praticarem a concentração e o tipo de habilidades necessárias em situações nas quais testes de QI são feitos.”

Crianças em escola francesa: relação com a leitura começa muito antes do processo de alfabetização, dizem especialistas (AFP PHOTO / ERIC CABANIS )


Influência genética

A participação de gêmeos idênticos no estudo permite que os pesquisadores minimizem a influência de diferenças genéticas ou de criação no desenvolvimento das crianças. “Nunca dá para se excluir fatores genéticos, e acho que os pesquisadores não pretendem fazer isso. Por isso usaram gêmeos. Mas a questão é que a leitura é um fator determinante, com certeza, pois as crianças que não tinham essa habilidade tão desenvolvida ficaram um pouco para trás, mesmo sendo gêmeos”, analisa Augusto Buchweitz, pesquisador do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul. “Eles trabalharam com crianças que estavam num ponto inicial com o mesmo nível de inteligência, mas que, depois da aprendizagem da leitura, manifestaram diferenças”, ressalta o especialista.

As desigualdades de inteligência e de talento para a leitura testadas resultariam, portanto, das experiências que os gêmeos não partilharam, como um professor ou um grupo de amigos. De acordo com o estudo, as influências positivas fazem a diferença desde os 7 anos de idade, quando o destaque na leitura já resulta em melhor desenvolvimento cognitivo.

Para Buchweitz, o segredo está na plasticidade do cérebro infantil. No início da vida, a mente é especialmente receptiva a novos estímulos e tem uma grande capacidade de adaptação. “Nosso cérebro não está programado para ler. Ele não aprende naturalmente como a gente aprende a falar”, explica o brasileiro. “A criança tem de se adaptar a algo que não é natural a ela, ou seja, a leitura, e isso faz com que o cérebro dela se adapte e desenvolva outras habilidades.”

Para os autores do trabalho, a descoberta pode ser uma importante ferramenta para pais e educadores. Como a leitura é um talento que pode ser aprendido e desenvolvido, investir nessa atividade desde o início da infância poderia influenciar a inteligência de forma positiva até a vida adulta. Alunos que não recebem incentivo à leitura desde cedo poderiam sofrer não somente no processo de alfabetização, como também teriam a inteligência prejudicada de forma geral.

Educadores ressaltam que o contato com a leitura, dentro e fora da escola, é fundamental. E esse contato se dá de muitas formas além da de ter um livro nas mãos. A relação com as palavras começa muito antes da alfabetização, como quando o pequeno vê os pais lendo algo ou ouve uma história contada por um adulto. “A atividade de leitura fica carregada de sentido. Se alguém lê um livro para mim, um dia eu poderei ler sozinha. Não é o objeto em si que faz a mágica. O que faz sentido é aquilo que muda a relação que o ser humano tem com esse objeto”, afirma Maria do Rosário Longo Mortatti, presidente da Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf) no biênio 2012-2014.

Nunca é tarde

Embora o estudo reforce a importância da leitura desde cedo, os resultados não apontam claramente para uma idade ideal de alfabetização. “Podemos dizer que, ao menos nos termos das variáveis que analisamos, nós não encontramos nenhum efeito negativo na leitura em idade precoce”, ressalta o pesquisador Stuart Ritchie. A vantagem na inteligência foi constatada, inclusive, em crianças que se destacaram em fases posteriores da infância, mostrando que o investimento na literatura também gera frutos em crianças que receberam o estímulo um pouco mais tarde.

No Brasil, o Ministério da Educação estipula que as crianças sejam alfabetizadas até os 8 anos, mas não especifica em que idade esse processo deva ser iniciado. A especialista Maria do Rosário Mortatti, que também é professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília, acredita que o estímulo da leitura deva ser reforçado desde a primeira infância, muito antes de o processo formal de alfabetização ser iniciado. “A idade tem função para certos marcos escolares, rituais escolares. E muitas vezes não tem fundamentação científica nenhuma. Muitas vezes, é uma questão simples, são vagas que estão disponíveis”, alerta a educadora. “A oportunidade de a criança ler ou ouvir textos é imprescindível, e isso é desde bebê.”

Transcrito de http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2014/08/27/interna_tecnologia,562696/
leitura-na-infancia-favorece-a-inteligencia.shtml#.U_3xBRKzh-A.facebook

Tecnologia e educação na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Com o tema “Diversão, cultura e interatividade: tudo junto e misturado”, a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem expressiva participação da marca Samsung, líder global em tecnologia. A Empresa, que escolheu educação como um dos pilares de sua estratégia mundial de cidadania, é a patrocinadora master do evento e, em seu estande na feira, lança dois novos serviços, além de promover uma série de workshops e palestras sobre livros digitais e novas tecnologias de conteúdo.



“Estamos muito honrados em participar tão ativamente desta Bienal, pois reconhecemos a importância da leitura para construção de uma sociedade melhor. Assim como a tecnologia da Samsung, o hábito de ler possibilita a criação de mudanças positivas na vida das pessoas, ajudando-as a viver melhor, com riqueza de possibilidades”, afirma Mario Laffitte, vice-presidente de Marketing e Assuntos Institucionais da Samsung para América Latina. 

Demonstrando que a tecnologia Samsung é capaz de acelerar descobertas e possibilidades, durante o evento, que acontece até 31 de agosto de 2014, em São Paulo, a área Media Solution Center Latin America – MSCLA da Samsung apresenta ao público dois novos serviços exclusivos para os consumidores da marca.

O Kindle para Samsung é o novo serviço de e-books. Disponível na Galaxy Apps, é resultado da parceria com a Amazon. Como ele, os usuários Samsung têm o benefício exclusivo de fazer o download gratuito de um livro por mês. São milhões de títulos nacionais e internacionais à disposição.

Nesta edição da Bienal, também será lançado o Samsung Papergarden, serviço de revistas digitais, disponível nos tablets. Inicialmente oferecido em parceria com a Editora Globo, oferece a melhor experiência de revistas para Android – simples e fácil de comprar e ler. Os clientes da Samsung podem ter acesso gratuito de uma edição em mais de 20 revistas.

No estande da Samsung, localizado no corredor de entrada da Bienal, é possível participar de atividades interativas, como por exemplo, “Você no Papergarden”, na qual o visitante recebe uma foto-montagem, figurando na capa de uma das 20 revistas da Editora Globo (disponíveis de forma gratuita para os usuários do Galaxy Tab S), podendo compartilhar a imagem em suas redes sociais. 

Criar mudanças positivas para as pessoas e ajuda-las a ter uma vida melhor repleta de possibilidades é um dos principais objetivos da Samsung. Nesse contexto, durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a Empresa ainda apoia a realização da Escola do Livro, que acontece em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e tem como objetivo ampliar a qualificação no mercado de trabalho, promovendo cursos, workshops e palestras com temas como:

- Tecnologia na Educação – Tendências: O professor e consultor Tadeu Terra apresentará as principais tendências de uso de tecnologias móveis nas salas de aula.

- Tablets na sala de aula: O gerente de tecnologia da Samsung, Marcos Martins, falará sobre as funcionalidades do Education Hub, aplicação que permite o uso de tablets por alunos e professores.

- Empreendedorismo na era digital: Blogueira e autora de livros sobre inovação, Bel Pesce comentará sobre sua experiência com o desenvolvimento de startups.

- Amazon – os autores na era digital: Autores com livros na plataforma de auto-publicação da Amazon discutirão em uma mesa-redonda o ambiente e os desafios da edição independente. Mediação: Natalia Montuori, gerente Kindle da Amazon no Brasil.

Para celebrar todas essas novidades e apresentá-las ao maior número de interessados possível, a Samsung oferece como benefício o desconto de meia-entrada para todos os usuários de aparelhos da marca (mediante apresentação do mesmo na entrada). Os funcionários da Empresa, juntamente com um acompanhante, são beneficiados com acesso gratuito.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Leitura: Mia Couto lê 'Levantado do Chão', de José Saramago

O grande escritor moçambicano Mia Couto, lê trechos do livro 'Levantado do Chão', de José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura.



Para assistir, clique aqui

Bibliografia comentada: Guerra do Paraguai

A convite do Café História, o Prof. Vas preparou uma bibliografia comentada para aqueles
que desejam compreender melhor a maior guerra realizada no continente sul-americano

Braz Batista Vas*

A Guerra do Paraguai é um dos grandes eventos bélicos no século XIX e o principal grande conflito entre nações no qual o Brasil já se envolveu ao longo de sua história. Foi um conflito longo, de 1864 a 1870, e sangrento, que ceifou a vida de milhares de pessoas, entre brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. Conhecer um pouco mais sobre esse evento histórico é conhecer um forte componente do processo de conformação do Estado brasileiro, de elementos de formação da identidade nacional e de destaque para questões candentes para um jovem país, como o problema da escravidão e o papel dos militares na dinâmica política nacional, além do processo de arranjo geopolítico regional da região platina. Enfim é muito mais do simplesmente pensar em soldados e batalhas, nesse sentido, destaco cinco publicações que podem ajudar o leitor a se aprofundar nessa temática histórica.


1. FRAGOSO, Augusto Tasso. História da guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai. 2. ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1960, v. 1–5.

Trata-se de uma coleção de cinco volumes, publicada na década de 1960, com um criterioso trabalho de reunião e análise de documentos sobre a Guerra do Paraguai, que procura abarcar todos os eventos da guerra e as personagens de maior relevância no contexto militar. Fragoso, com as informações de que dispunha, faz uma excelente análise dos principais eventos militares do conflito e suas implicações no longo transcurso desta que foi a maior guerra sul-americana no século XIX. Em termos de historiografia brasileira sobre a “Guerra do Paraguai”, esta é uma coleção de uma vertente considerada tradicional, que destaca e valoriza os feitos militares, o tom ufanista, o heroísmo e a abnegação das forças brasileiras na luta contra o Paraguai, invasor do território brasileiro. É leitura indispensável àqueles que querem se debruçar sobre os estudos desse conflito.



2. SALLES, Ricardo. Guerra do Paraguai: escravidão e cidadania na formação do Exército. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

Este livro de Ricardo Salles é um dos divisores de água em termos de historiografia brasileira sobre a Guerra do Paraguai, pois representa, dentre outras obras, o avanço na análise histórica do conflito que superasse as publicações de vertente ‘tradicional’ (história das batalhas, historia das trincheiras, história oficial do conflito) e revisionista (cuja tese principal era a do imperialismo inglês como grande catalisador e instigador dos eventos bélicos platinos). Trata de um livro que abre caminho para uma nova historiografia sobre essa guerra, incorporando e integrando não somente as perspectivas e análises políticas e econômicas, mas também as culturais, a exemplo da discussão sobre a participação de negros, sejam escravos, libertos ou livres, e o processo de conformação de elementos de cidadania no Brasil a partir desse conflito. Brasil, o Uruguai e o Paraguai tiveram em suas fileiras batalhões formados por negros, escravos ou não.



3. MENEZES, Alfredo da Mota. Guerra do Paraguai — como construímos o conflito. São Paulo: Contexto; Cuiabá: ed. UFMT, 1998.

O livro de Menezes se debruça sobre o início do conflito e suas causas. Também representa um avanço na historiografia sobre esse conflito por desconstruir a tese de que a Guerra ter se iniciado pela atuação direta dos interesses ingleses na região platina. Nesse sentido, a geopolítica regional e os episódios da intervenção brasileira no Uruguai tem papel fundamental nas ações que catalisaram o início da guerra.



4. FIGUEIRA, Divalte Garcia. Soldados e negociantes na Guerra do Paraguai. São Paulo: Humanitas FFLCH-USP; FAPESP, 2001.

Figueira nos apresenta um panorama mais detalhado dos impactos econômicos da Guerra do Paraguai, mobilizados pelo Brasil para mover as complexas e burocráticas engrenagens do cotidiano bélico, ressaltando os custos, os recursos financeiros mobilizados, as dificuldades na compra e fornecimento de mercadorias essenciais ao abastecimento das forças militares, destacando a figura de alguns fornecedores e suas relações com as forças aliadas (Brasil, Argentina e Uruguai).



5. DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

O livro de Doratioto, “Maldita Guerra”, é um dos grandes destaques da nova historiografia sobre a Guerra do Paraguai. É um livro extenso, com farta utilização de fontes documentais e bibliográficas, que abarca todo o período e extensão do conflito e suas principais personagens. Doratioto também procura se distanciar da vertente historiográfica clássica e desmonta as principais teses revisionistas. A prioridade em apresentar uma perspectiva total do evento, ora aproximando do leitor alguns personagens e eventos específicos, ora apresentando somente os aspectos gerais deixa ao leitor certa impressão de totalidade quanto aos estudos históricos sobre este evento, o que não procede. A guerra é tratada em suas dimensões políticas, econômicas e, em parte, culturais, consolidando-se, também, como leitura fundamental e indispensável para se compreender a guerra.

Outras indicações:

CERQUEIRA, Dionisio. Reminiscências da campanha do Paraguai, 1865–1870. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1980.

COSTA, Wilma Peres. A espada de Dâmocles: o Exército, a Guerra do Paraguai e a crise do Império. São Paulo: Hucitec – ed. UNICAMP, 1995.

IZECKSOHN, Vitor. O cerne da discórdia: a Guerra do Paraguai e o núcleo profissional do Exército Brasileiro. Rio de Janeiro: E-Papers, 2002.

SALLES, Ricardo. Guerra do Paraguai, memórias e imagens. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2003.

SILVEIRA, Mauro César. A batalha de papel: a Guerra do Paraguai através da caricatura. Porto Alegre: L&PM, 1996.

TAUNAY, Alfredo d’Escragnolle, Visconde Taunay. Diário do Exército, campanha do Paraguai, 1869–1870: Comando-em-chefe de S. A. o Sr. Marechal de Exército Conde d’Eu. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 2002.

TAUNAY, Alfredo d’Escragnolle. Recordações de guerra e de viagem. Brasília: Senado Federal/Conselho Editorial, 2008. 

* Braz Batista Vas é graduado (licenciatura e bacharelado), Mestre e Doutor em História pela Unesp-Campus de Franca; Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Tocantins – Curso de História – Campus de Araguaína; Autor do livro: “O final de uma guerra e suas questões logísticas: o conde d’Eu na Guerra do Paraguai (1869-1870)”. E-mail: brazbv@gmail.com

Transcrito de http://cafehistoria.ning.com/page/bibliografia-comentada-guerra-do-paraguai

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Para 47% dos jovens, o bom professor usa tecnologia

Pesquisa Juventude Conectada mostra que brasileiros de 16 a 24 anos acreditam que
internet e tecnologia ajudam o aprendizado

Fernanda Kalena

Na opinião de 47% dos jovens brasileiros, um bom professor é aquele que sabe utilizar a internet e os recursos tecnológicos para ajudar no aprendizado dos alunos. É o que mostra a pesquisa Juventude Conectada, realizada pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Ibope, o Instituto Paulo Montenegro e a Escola do Futuro, da USP, e divulgada hoje (27) no Ria Festival, evento de cultura digital promovido pela fundação, em São Paulo.

Esse número pode ser justificado pelo crescente uso que os jovens fazem da internet e dos recursos tecnológicos para realizar atividades educativas, seja nas instituições de ensino ou em casa. Segundo o levantamento, 75% dos jovens dizem já ter utilizado a internet na escola para atividades propostas em aula – e 68% deles declaram ter utilizado na escola por iniciativa própria.



O número sobe para 82% quando se refere à utilização da internet no âmbito doméstico para a realização de atividades propostas em sala. E 77% dos jovens afirmaram que já utilizaram a internet em casa para fazer trabalhos por iniciativa própria. Isso também se justifica pelo entendimento que os jovens fazem do uso da internet, que possibilita que o aprendizado seja realizado em ritmos, horários e locais diferentes, de acordo com as necessidades e preferências de cada um, segundo 44% dos entrevistados.

Assim, é possível justificar a preferência dos estudantes por professores que fazem uso de tecnologias de informação e comunicação em sala de aula, por estarem mais alinhados tanto com o modo quanto com as ferramentas que os próprios jovens escolhem para estudar quando estão sozinhos.

Relação com os professores

Outro dado interessante apontado pela pesquisa é que os jovens conectados já estão percebendo uma das principais tendências no que diz respeito ao papel do professor na educação contemporânea. 38% deles acreditam que, no futuro, o professor passará a ser mais um orientador dos estudos, assumindo funções de tutor e curador, e não mais unicamente um transmissor de conhecimentos.

Essa percepção dos jovens sobre o papel dos docentes casa muito bem com outros dois dados da pesquisa que reforçam a necessidade do professor assumir esse papel de orientador. Em um deles, 33% os entrevistados dizem que a internet muitas vezes atrapalha a aprendizagem, pois as redes sociais e os games distraem o aluno, reduzindo seu tempo de estudo. E em outro, 24% afirmam que na internet tem muita informação, o que dificulta a seleção do melhor conteúdo.



“Vemos como a percepção da realidade dos jovens é boa. As perguntas que antes eles faziam para o professor, hoje são feitas para a internet e respondidas por ela. Logicamente o papel do professor tem que ser outro. É bacana ouvir isso dos jovens”, afirma Gabriella Bighetti, presidente da Fundação Telefônica Vivo, que também ressalta outro ponto de grande relevância: “não é só o papel do professor que está mudando com a tecnologia, mas sua relação com os alunos também. Segundo os jovens, se o professor estiver conectado isso ajuda no relacionamento entre eles. É uma questão de confiança”, completa.

A afirmação de Bighetti está baseada na resposta de 38% dos jovens ouvidos no levantamento que disseram que a tecnologia pode contribuir para melhoria da relação entre professores e alunos. E isso acontece inclusive fora da sala de aula: eles destacam positivamente os professores que compartilham material didático nas redes sociais, blogs, emails e tiram dúvidas pela internet.

Além de educação, a pesquisa completa também aborda o comportamento da juventude conectada nas áreas de ativismo, empreendedorismo e comportamento. No total, foram ouvidos 1440 jovens de 16 a 24 anos, que fazem uso regular da internet, em todas as cinco regiões do Brasil.

Transcrito de http://porvir.org/porpensar/para-47-dos-jovens-bom-professor-usa-tecnologia/20140827

Press Release 006 – 01.09.2014

Notícias
   Nova universidade nos EUA inaugura biblioteca sem livros em papel - http://bit.ly/1qhYp5l
   Livros que toda criança e adolescente devem ler - http://bit.ly/1qz3t6t
   Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional de Lembrança do tráfico de Escravos e de sua Abolição -   http://bit.ly/1tLmBP7

Eventos
   Conferência Revoluções científicas e Transdisciplinaridade - http://bit.ly/1svxJxw

Documento
   Telegrama de Cora Coralina a Carlos Drummond de Andrade - http://bit.ly/1pwsK29

Artigos
   Manifestações de ódio estão dominando a internet? - http://bit.ly/1rxnltr

Resenha de livro
   (Des) aprisionamentos - http://bit.ly/1teRqhd

Grandes Clássicos - Obras completas
   Jorge Amado - http://bit.ly/1oR1NA6

Imagem
   Quem mal lê... - http://bit.ly/1pCvIl2

Imagem - O Prazer da Leitura
   Paraíso do livro - http://bit.ly/1qsew0v

Prof. Dr. Antonio Carlos Ribeiro
Pós-Doutorando – UFT/PPGL
Editor



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