terça-feira, 7 de abril de 2020

Notícias Coronavírus 11

07.04.2020

OMS alerta sobre afrouxar medidas contra covid-19 muito cedo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem uma recomendação geral para países e regiões afrouxarem medidas que visam desacelerar a propagação do coronavírus, mas fez um alerta para que as restrições não sejam retiradas cedo demais, disse um porta-voz da entidade na terça-feira. "Uma das partes mais importantes é não abandonar as medidas cedo demais para não ter uma recaída", disse o porta-voz da OMS Christian Lindmeier em briefing virtual. "É como estar doente e se você deixar a cama cedo demais e sair cedo demais, você corre o risco de uma recaída e de ter complicações".

Governo da Argentina confirma 54 mortes por coronavírus

O Ministério da Saúde da Argentina confirmou 54 mortes por COVID-19 entre os 1.628 pacientes infectados até o momento. A taxa de letalidade do coronavírus no país é de 3,3% dos casos confirmados, com média de 71 anos. "O número total de casos confirmados na Argentina é de 1.628, dos quais 54 morreram", informou o Ministério da Saúde em seu relatório desta terça-feira (7). Do total de casos de coronavírus, 718 (44,1%) foram detectados em pessoas que viajaram para o exterior, 563 (34,6%) são contatos próximos de casos confirmados, 175 (10,75%) são de circulação comunitária e o restante está sob investigação. De todos os casos, 43% são mulheres e 57% são homens.


Itália ultrapassa 17 mil mortos por coronavírus, mas contágios caem


As transmissões da doença na Itália caíram de 3.599 na segunda, para 3.039 novos casos registrados hoje, elevando para 135.586 infectados. O número total de mortos por covid-19 é de 17.127 desde o início da pandemia. A Itália ultrapassou a barreira dos 17 mil mortos por conta do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, com a confirmação de 604 novas vítimas no país, informou a Defesa Civil nesta terça-feira (07). A Defesa Civil ainda informou que aumentou em 1.555 o número de pessoas curadas da doença, elevando o dado geral para 24.392, um dado também maior do que o registrado na segunda, quando 1.022 se curaram.


Maduro tem atuado contra a pandemia de coronavirus

Alexander Gil Dominguez relata as medidas de isolamento social, informação à população e assistência econômica para a população no combate ao Covid-19. O povo venezuelano, tem participado ativamente no combate à pandemia do coronavírus. “O governo da Venezuela se antecipou realizando propaganda em todos os meios de comunicação possíveis, sobre as medidas preventivas, decretou estado de emergência, procura informar a população venezuelana todos os dias, temos uma comissão que sai para informar a população”. “O povo venezuelano tem participado muito na organização de combate à pandemia, monitorando casos suspeitos. O país tem 40 hospitais destinados ao combate à Covid-19, afirmou.

Coronavirus: Japão declara estado de emergência e pacote de 108 trilhões de ienes

"O mais importante agora é que cada cidadão mude nossas ações. Se cada um de nós puder reduzir o contato com outras pessoas em ao menos 70%, e idealmente 80%”, declarou o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. O estado de emergência é para conter a propagação do novo coronavírus em centros populacionais do país. A autoridade política apresentou um pacote de estímulos nesta terça-feira (7), no valor de 108 trilhões de ienes ou 5 trilhões de reais, para aliviar os possíveis impactos econômicos gerados pelo isolamento social. A medida protetiva vai durar até o dia 6 de maio deste ano, com validade para a capital do país asiático, Tóquio, e outros seis distritos, com abrangência sobre 44% da população.



Coronavírus: Autoridades chinesas destacam abertura e transparência na luta
Cronograma detalhado publicado nesta segunda-feira (6) comprovou que a China divulgou as informações sobre a covid-19 e avançou na cooperação internacional sobre a resposta epidêmica de maneira aberta, transparente e responsável. As autoridades sanitárias chinesas defendem que o país compartilhou informações e foi transparente na resposta à epidemia. "A China cumpriu seu dever e tomou medidas fortes e eficazes o mais rápido possível". A Comissão Nacional de Saúde (CNS) divulgou uma linha do tempo mostrando que o país enviou um grupo de especialistas a Wuhan, capital da Província de Hubei, no centro da China, para investigação no local.  A partir de 3 de janeiro, a China passou a informar regularmente à Organização Mundial da Saúde (OMS), além de países e regiões relevantes sobre o surto da tal pneumonia.

Epidemia do coronavírus não chegou ao pico e se agrava na França, diz ministro

O pico da epidemia do novo coronavírus ainda não foi atingido na França, disse nesta terça-feira (7) o ministro da Saúde, Olivier Véran. Devido ao número significativo de pacientes que ainda são hospitalizados diariamente em estado grave nas unidades de tratamento intensivo, a epidemia está "em fase de agravamento" na França que registra quase 9.000 mortes provocadas pela covid-19 desde 1° de março, das quais 6.494 ocorreram nos hospitais e 2.417 em casas de repouso para idosos. Em 24 horas, o país teve 833 óbitos adicionais, balanço de alta, em comparação à véspera. O total de casos confirmados da covid-19 chegou a 98.010.

Por que a maior potência do mundo enfrenta tão mal a pandemia de coronavírus?

"O mundo está passando por tempos de pandemia. Não é uma crise de saúde exclusivamente; é política, econômica, social e de valores", escreve o jornalista cubano Randy Alonso Falcón. "Juntamente com as doenças associadas, a pobreza é um fator agravante para aqueles que contraem a covid-19. O ‘salve-se quem puder’ não funciona, o neoliberalismo mostra seus limites trágicos", argumenta. "Torne a América grande" - continuam dizendo os pôsteres da campanha eleitoral de Donald Trump espalhados pelo país. "Enquanto isso, a nação do norte se tornou o epicentro mundial da pandemia de covid-19". Alguém mais inteligente e sensível, Noam Chomsky, considerou as ações do presidente péssimas e classificou essa crise como “outro exemplo de falha do mercado, assim como a ameaça de uma catástrofe ambiental […] O ataque neoliberal deixou os hospitais despreparados.

Entrevista
“Os profetas do neoliberalismo viraram promotores da economia social. É preciso voltar aos imperativos sociais”

                                                     

Um dos maiores especialistas em relações internacionais, Bertrand Badie afirma que a crise desatada pela Covid-19 está evidenciando de forma dolorosa a verdadeira face da globalização



Bertrand Badie, em seu escritório do Instituto de Estudos Políticos em 2016.PATRICE NORMAND / AFP / CONTACTOPHOTO / 



Que um vírus originado em um mercado de Wuhan tenha se espalhado pelos cinco continentes em apenas algumas semanas, causando uma das crises sanitárias mais graves da história da humanidade não surpreende Bertrand Badie, um dos maiores especialistas franceses da globalização. O cientista político de 69 anos, professor emérito no Science Po (Instituto de Estudos Políticos de Paris) e pesquisador associado ao Centro de Estudos e Pesquisas Internacionais (CERI), há décadas defende que a ação individual de um dos 6 bilhões de habitantes do planeta pode ser mais importante do que a decisão de qualquer Governo. Em um “mundo único” em que as fronteiras já não impedem que o que acontece em um país tenha efeitos imediatos nos outros, onde a interdependência entre os diferentes setores de atividade humana jamais havia sido tão importante e a mobilidade, tanto humana como de mercadorias, tão veloz, “um aperto de mãos em Wuhan” pode colocar em xeque toda a humanidade, afirma. Por isso, o autor do recente ensaio L’Hégémonie Contestée acha que a crise atual precisa abrir nossos olhos para a importância da dimensão social da mundialização, abandonando o dogma neoliberal que se limita a conceber o ser humano como um simples ator econômico para abraçar um multilateralismo inclusivo.

Pergunta. Acha que a pandemia do coronavírus revelou o verdadeiro rosto da globalização?
Resposta. Penso que, até essa crise, a opinião pública e, o que é ainda mais surpreendente, os dirigentes dos diferentes países do mundo ignoravam e pretendiam ignorar o que esse fenômeno realmente significa. A mundialização muda profundamente o próprio significado da alteridade. O outro, em nosso antigo sistema westfaliano, era o inimigo potencial; depois, com o livre comércio e a aceleração das trocas comerciais, o outro se transformou em um competidor, um rival, e não vimos que, no plano social, estava sendo criada outra definição de alteridade, em que o outro era um parceiro cujo destino está profundamente ligado ao nosso. Isso significa que entramos em mundo que já não é o da hostilidade e da competição, e sim necessariamente o da solidariedade, porque agora se quero sobreviver e, ainda mais, ganhar, preciso me assegurar de que o outro sobreviva e que o outro ganhe, e temos muita dificuldade em admitir isso. Essa dificuldade nos levou nesse contexto de crise a escutar idiotices como “é um vírus chinês” e “o vírus é um inimigo do povo americano”, como afirmou o presidente dos Estados Unidos. Donald Trump não entendeu que o verdadeiro significado da mundialização está na criação de necessidades de integração social que devemos satisfazer urgentemente, do contrário nos encaminharemos ao desastre.
P. O senhor defende que é a fraqueza, e não a força, que rege o mundo globalizado em que vivemos. A que se refere?
R. Em um mundo inclusivo, interdependente e móvel, é o fraco que decide enquanto o poderoso está perpetuamente em uma posição reativa e defensiva. Devemos levar muito a sério as novas necessidades de segurança humana já que dos segmentos de população mais inseguros, frágeis em termos de saúde, economia, alimentação e condições climáticas, vem necessariamente o risco mais agudo da crise. Não devemos nos esquecer que esse vírus nasceu em um mercado de Wuhan caracterizado por uma grande precariedade sanitária. A vulnerabilidade de nossas sociedades extraordinariamente sofisticadas é, em última instância, bem alta. Entramos em um mundo invertido em que a lógica da fraqueza é a lei. Isso se observa em outros conflitos que ameaçam o planeta como o Sahel, Oriente Médio, a bacia do Congo e o Chifre da África, que continuam sendo áreas de grande fraqueza e que, de certo modo, conformam a agenda internacional.
P. Por que os Estados continuam priorizando o investimento militar para garantir sua segurança, sem se preocupar com os focos de vulnerabilidade que o senhor menciona?
R. Vivemos durante séculos e séculos com a ideia de que o que nos ameaça e causa nossa insegurança é de natureza militar e interestatal. No mundo de hoje gasta-se por volta de dois trilhões de dólares (10 trilhões de reais) em orçamento militar. Precisamos admitir que essa competição só adula a arrogância dos Estados e não tem nenhuma eficácia em termos humanos. O Programa das Nações Unidas ao Desenvolvimento deixou claro em um relatório de 1994 que a principal ameaça ao mundo era a humana, a alimentar, a sanitária, a ambiental, entre outras, e ninguém, nenhum líder do planeta levou a sério essa advertência, seguindo os incertos caminhos do investimento militar. Se pelo menos essa crise servir para que os dirigentes que até agora não estavam à altura de sua responsabilidade, e que não quiseram ver o que estava diante de seus olhos, levem a sério, então terá servido para algo.
P. O que lhe inspira a guinada keynesiana que de repente impregna o discurso de alguns políticos mais conhecidos por sua orientação liberal como Donald Trump e Emmanuel Macron?
R. É preciso lembrar que o social foi assassinado pelo neoliberalismo e relegado a um mero efeito de goteira. A famosa fórmula tão elogiada pelo Banco Mundial de que “o crescimento é bom para os pobres” porque acabarão se beneficiando de seus efeitos, reflete a maneira como o social foi concebido nos últimos 30 anos. Se hoje os profetas do neoliberalismo estão se transformando em promotores da economia social é porque concebem, diante da catástrofe atual, que já não será possível fazer o mesmo que antes e que será necessário voltar aos imperativos sociais.
P. Acha que essa mudança social será duradoura?
R. É muito cedo para saber se irá se manter após a crise ou se as velhas práticas voltarão. Há um sinal de otimismo, entretanto, no fato de que o novo foco dessa direita que se confundia com o ultraliberalismo, responsável pelo desmantelamento dos serviços públicos, foi anterior à crise sanitária. O ano de 2019 foi extremamente turbulento com a proliferação de movimentos sociais em todo o mundo e isso teve consequências. A prova disso é, por exemplo, o tom social adotado por Boris Johnson no Reino Unido durante as últimas eleições legislativas. A ideia de investir em questões sociais praticamente se transformou no slogan do Partido Conservador Britânico. Acho que isso significa que essa redescoberta do social não depende totalmente do medo ao coronavírus, há algo mais, e isso me faz pensar que, aconteça o que acontecer, nunca voltará a ser o mesmo.
Devemos levar muito a sério as novas necessidades de segurança humana
P. A União Europeia está sendo muito criticada por sua incapacidade de proporcionar uma solução comum contra a pandemia da Covid-19...
R. Essa é, de fato, a grande decepção dessa crise, e talvez o ponto mais obscuro. A Europa esteve até agora, e quero ser muito cuidadoso com minha formulação, em um nível zero de integração. Ou seja, uma incapacidade total, não digo parcial, para dar uma resposta integrada a uma crise que, comparada com todas as que enfrentamos, é exatamente a que precisa de mais solidariedade. Esse fracasso pôde ser observado tanto no plano sanitário, com a ausência de coordenação entre Estados membros —cada Estado faz do seu jeito e frequentemente de maneira contraditória—, como econômico, com um BCE (Banco Central Europeu) cuja primeira ação foi totalmente desastrosa e causou uma espécie de quebra nas Bolsas que poderia ter sido ainda mais considerável.
P. Christine Lagarde corrigiu isso ligeiramente depois, concorda?
R. É verdade que existiu uma pequena inflexão, em ritmo forçado, mas a verdade é que continuamos sem ter acordo sobre os Eurobônus (ou coronabônus), no meu entendimento, a maior expressão do que se pode fazer juntos para enfrentar a crise financeira que se aproxima no horizonte. O problema é que ainda que consigamos chegar a uma solução comum, o dano já está feito. Estamos vendo o verdadeiro rosto da União Europeia e suas lacunas no plano da solidariedade. Outro aspecto com o qual precisamos nos preocupar é por que não importa qual seja a questão na UE, encontramos essa distância entre o norte e o sul? E isso desde Maastricht. Acabará tendo efeitos catastróficos e podemos até nos perguntar se algum dia acabaremos por ter duas Europas.
P. O que resta da governança global diante da retomada soberanista que estamos vendo nos últimos anos?
R. A inoperância da Europa é um reflexo do fracasso da governança mundial. A ação da OMS se reduz a ler todas as noites um comunicado em um inglês aproximado para pedir aos Estados que façam alguma coisa, o que é verdadeiramente desastroso quando a OMS deveria ter sido a task force no assunto, o órgão que coordena as políticas de saúde, que organiza a ajuda técnica e médica e, principalmente, que produz normas. O grande perigo é justamente a falta de padrões comuns, e que cada país continue operando por sua conta e à sua maneira.
P. A solução para sair dessa crise está, de acordo com o senhor, em mais multilateralismo e decisões comuns. O mundo atual, entretanto, está cheio de líderes nacionalistas, de Trump, passando por Bolsonaro, a Johnson. É paradoxal, não acha?
R. Acho que podemos dizer que os planetas nunca estiveram tão mal alinhados. Há uma necessidade de governança local como nunca em nossa história, e ao mesmo tempo um auge de nacionalismo que não havia sido visto até agora. Ambos são inconciliáveis. De modo que a única razão à esperança é que o nacionalismo é uma ideologia vazia que não tem nada a oferecer. Todas as tentativas de gestão estritamente nacional da crise falharam. Líderes como Johnson, Trump e até Bolsonaro, que partiram de premissas nacionalistas, e negacionistas, precisaram mudar seu discurso, cada um a sua maneira. Além disso, o desprezo desses políticos liberais pelos desafios sanitários nos leva a outro ponto essencial que abordei no ensaio L´impuissance de la Puissance, que é a flagrante impotência de um país como os Estados Unidos diante dessa pandemia. A evolução da crise nos EUA é aterrorizante e em parte se deve a essa concepção herdada da Escola de Chicago de total cegueira diante das ameaças e dramas coletivos.
P. Há outras grandes ameaças, como a mudança climática, que requerem uma ação conjunta a curto prazo. Acha que o coronavírus mudará a mentalidade dos políticos mais céticos sobre a necessidade de investir recursos antes que não se possa mais voltar atrás?
R. Logicamente, esse raciocínio é imparável. Humanamente já é diferente e politicamente, ainda mais. Humanamente, é difícil olhar os dois objetivos ao mesmo tempo ainda que estejam muito ligados, mas politicamente, o fato de que a luta contra o aquecimento global signifique gastos, esforços, sacrifícios a curto prazo para se ter conquistas a longo prazo transforma esse investimento em algo politicamente suspeito. Após essa crise, os Estados terão que investir muito para reconstruir a economia global. Aceitaremos gastar e investir muito pelo clima, ou seja, acrescentar gastos aos gastos? Sou bem pessimista.
P. Sairá algo bom dessa crise?
R. Sempre há esperança. O próprio de uma crise, aumentar o medo, é o que permite o desenvolvimento da criatividade humana e social. A crise econômica de 1929 que levou os nacionalistas a vencer nas urnas, também inventou o keynesianismo e permitiu que a economia nacional se revitalizasse até a vingança do neoliberalismo nos anos oitenta. Também foram as grandes guerras, e as mais mortíferas, que trouxeram, pelo menos na Europa, invenções absolutamente extraordinárias e que por fim permitiram a resolução de problemas que não poderiam ser resolvidos em contextos de paz e mobilização. Quanto mais forte essa crise for, portanto, mais romperá os esquemas e os círculos viciosos e por isso acho que algo positivo pode sair dela. Quando, como e por quê, não sabemos.

Notícias Coronavirus 10

07.04.2020

Dados atualizados do Ministério da Saúde
Apesar do avanço do novo coronavírus no Brasil, 567 brasileiros morreram desde o início da crise da Covid-19. 28% dos brasileiros não seguem a orientação de ficarem em casa. A medida de isolamento social é recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal forma de prevenir a propagação da doença. Em meio a pandemia do vírus Sars-Cov-2, o ministro Luis Henrique Mandetta (Saúde), fica no cargo.

Número de enterros subiu para 60 por dia
O fato se concretiza no maior cemitério público do Brasil, em São Paulo. Funcionários públicos estão convencidos de que o coronavirus está matando mais do que dizem as estatísticas oficiais. E a decisão de retardar a aplicação da segurança dos trabalhadores é o pior vexame do desgoverno Bolsonaro diante da COVID19.




Brasil terá pico de coronavírus em abril e maio, e deve circular até setembro
Relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirma que o Brasil terá pico de casos da Covid-19 em abril e maio de 2020, e que o vírus causador da doença deve circular no país até meados de setembro deste ano. O número de casos no território nacional é de 12.240 infectados, com 567 mortes.

Isolamento social já tem índice por estados brasileiros
O índice divulgado apresenta o percentual de cada Estado e DF da Federação. A expectativa é que o desgoverno cumpra a lei do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), aprovado na Câmara dos Deputados e Senado.

Boris Johnson não está intubado, mas continua na UTI
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de 55 anos, testou positivo para o novo coronavírus no dia 26 de março. Passou a noite em terapia intensiva depois que seus sintomas de coronavírus pioraram. Governo foi entregue a Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores. Foi transferido para tratamento intensivo no hospital St. Thomas, em Londres, como precaução se precisar de ventilação, dizia o documento. Ele permaneceu consciente na segunda-feira à noite. “Ao longo desta tarde, a condição do primeiro-ministro piorou e, a conselho de sua equipe médica, ele foi transferido para a unidade de terapia intensiva do hospital. 

Secretário de Relações Exteriores presidirá reuniões
Com Boris Johnson em terapia intensiva, Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores, vai intensificar “sempre que necessário” e administrar a maior crise de saúde pública em uma geração. Ele toma decisões cruciais relacionadas ao coronavírus, incluindo se e quando alterar as restrições de movimento. Raab, 46 anos, teve o teste negativo duas vezes para o vírus, é o "sobrevivente designado" de Johnson, assumindo responsabilidades ministeriais, agora que Johnson ficou doente demais para permanecer no comando do governo.

Ministro da Cidadania lançou o aplicativo Caixa-Auxílio Emergencial
Ministro da Ciddania, Onyx Lorenzoni lançou  o  aplicativo  Caixa - Auxílio Emergencial (https://auxilio.caixa.gov.br/)  através dos quais será possível fazer o cadastramento para receber o auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores informais de baixa renda, aprovado pela oposição durante a crise gerada pela pandemia de coronavírus. Em coletiva da manhã, Lorenzoni afirmou que programa terá uma central telefônica exclusiva 111, que prestará auxílio gratuito aos cadastrados. Quem não tiver crédito no celular pré-pago conseguirá acessar gratuitamente o aplicativo. Passa a funcionar em quatro ou cinco dias úteis, com recursos já disponíveis para os trabalhadores informais cadastrados, "cerca de 10 milhões de pessoas que devem receber".

Israel intensifica a quarentena na semana da Páscoa
O Governo israelense anunciou a intensificação da quarentena do país com uma medida que tem o objetivo de restringir ao máximo a circulação de pessoas entre esta terça-feira e o próximo sábado, período que coincide com o início da Páscoa judia. Da tarde de quarta até a manhã de quinta, serão proibida as saídas à rua mesmo para comprar alimentos ou remédios. O Governo quer conter a propagação do novo coronavírus evitando a tradicional circulação de pessoas e reuniões familiares durante a Páscoa.

China chega a seu primeiro dia sem mortos desde janeiro
Pela primeira vez desde o dia 11 de janeiro, quando foi divulgada a primeira morte pelo novo coronavírus na China, o país asiático não registrou nenhuma morte devido à doença. O marco zero chega em uma terça-feira simbólica, um dia antes de Wuhan acabar com seus bloqueios que estão postos desde 23 de janeiro.

África tem quase 500 mortes e 50 países sem testes

Mais de 10.075 pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19 em 52 países do continente africano desde o início do surto, segundo os Centros de Controle de Doenças (CDC) da União Africana. De acordo com o órgão, 487 pessoas morreram na África, que também sofre com a escassez de exames para detectar o coronavírus. Os países mais afetados são África do Sul, com quase 1.700 casos, Argélia (1.400), Egito (1.300) e Marrocos (1.100). Muitos países, como a África do Sul, adotaram rígidas regas de confinamento que, sem ajuda financeira dos governos, leva à extrema pobreza grande parte das populações.


Pandemia e pobreza, o duplo desafio aterrador da África
O coronavírus começa a se espalhar pela África e o continente mais pobre se prepara para uma grave crise econômica com perfis próprios. Com forte dependência do comércio exterior, principalmente da venda de matérias-primas, e com as grandes potências mundiais deslizando sem freio pela encosta da recessão, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África já fez seus cálculos: 100 bilhões de dólares (R$ 535 milhões) em perdas. No novo mundo que o coronavírus trará, a África terá de ser mais autossuficiente e potencializar o comércio interior. Com fronteiras fechadas, “não temos opção a não ser a solidariedade interna”, explica o comissário de Comércio da União Africana, o zambiano Albert Muchanga.

Índice japonês salta 4% com sinais de desaceleração em mortes

O mercado acionário da China avançou nesta segunda-feira diante de uma desaceleração no número de mortes pelo Covid-19 e de novos casos globais, incluindo Nova York e Itália. Ao mesmo tempo, incertezas sobre um potencial confinamento em Tóquio deixaram investidores afastados. O índice referencial Nikkei ganhou 4,2%, a 18.576,30 pontos, maior nível de fechamento em quase uma semana.


domingo, 5 de abril de 2020

Notícias Coronavírus 09

05.04.2020

Coronavírus: Marrocos concede indulto a mais de 5 mil detentos
O rei Maomé VI concedeu indulto a mais de 5.000 detentos neste domingo, 5. A medida foi tomada para impedir que o coronavírus contamine as prisões marroquinas, que estão superlotadas. O monarca concedeu o indulto a “5.654 detentos e ordenou tomar todas as medidas necessárias para reforçar a proteção dos detentos nos estabelecimentos penitenciários”, escrever o Ministério de Justiça em comunicado. Segundo o órgão, os beneficiários do indulto foram selecionados com base na idade, no estado de saúde, a duração de sua detenção e a boa conduta. Eles serão colocados sob supervisionamento e testes medicinais, e deverão ficar em casa durante o tempo da quarentena.

Irã registra 5º dia de queda de novos contágios por coronavírus

A covid-19 deixou 151 mortos nas últimas 24 horas, o que eleva para 3.603 o balanço de mortos no Irã, declarou o porta-voz do Ministério da Saúde, Kianouche Jahanpour, em sua entrevista coletiva diária. Ao mesmo tempo, o país registrou 2.483 novos contágios, segundo Jahanpour. Este número mostra uma desaceleração dos novos casos diários pelo quinto dia consecutivo, após o pico de 3.111 contágios em 31 de março. Ao todo, o número oficial é de 58.226 casos de coronavírus no Irã. Neste domingo, o presidente Hassan Rohani anunciou a retomada, "etapa por etapa", das atividades econômicas "de empresas com risco baixo" de propagação do vírus.

Na abertura da Semana Santa, Papa Francisco prega a solidariedade
"Hoje, no drama da pandemia, diante de tantas certezas que desmoronam, diante de tantas expectativas traídas, no sentido de abandono que prende nossos corações", disse o Papa Francisco na celebração do Domingo de Ramos, que abre a semana Santa. Francisco disse que no momento em que a humanidade se sente encurralada é preciso lembrar que "não estamos sozinhos". A covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, obrigou o Vaticano a realizar mudanças drásticas na Semana Santa, que habitualmente reúne milhares de pessoas. Neste domingo, que abre as celebrações, os fiéis participariam da missa com ramos nas mãos, na Praça de São Pedro. No entanto, Francisco presidiu a cerimônia apenas com um cardeal, diáconos e alguns poucos religiosos, além do coro, que foi reduzido.

Índia proíbe todas as exportações de hidroxicloroquina
A Índia proibiu todas as exportações de hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária que Jair Bolsonaro anunciou neste sábado que iria importar do país asiático. Donald Trump apelou pela liberação de remessas que os EUA já encomendaram.


Epidemia de coronavírus cresce na América Latina. Brasil, Chile e Equador lideram
Brasil, Chile e Equador permaneceram neste sábado como os países latino-americanos com o maior número de contágio devido à pandemia de coronavírus. O Brasil, com aumento de 852 mortes e 11.130 casos confirmados por coronavírus, lidera o ranking do coronavírus na América Latina. O número de mortes por coronavírus aumentou para 432, com 73 mortes registradas nas últimas 24 horas. A região brasileira mais afetada pela pandemia é o estado de São Paulo, com 4.466 casos e 260 mortes.

Chile e Equador são os países com mais contágio
No Chile, o número aumentou para 4.161 casos confirmados, com 27 mortes na pandemia em todo o país. Às 21 horas locais da sexta-feira (3) havia 424 novos casos de coronavírus e cinco mortes. No Equador, aumentou o número de casos confirmados de covid-19 para 3.465 e 172 mortes.

Cepal prevê efeitos econômicos severos do coronavírus na América Latina
A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) prevê cenários sombrios para a economia e as finanças dos países latino-americanos, como efeitos da pandemia do coronavírus. Segundo a Cepal, serão severos os efeitos da pandemia do coronavírus para a América Latina, que em 2019 já apresentou um crescimento fraco e um aprofundamento dos problemas estruturais da maioria de suas economias. A secretária executiva, Alicia Bárcena, disse que as sérias dificuldades econômicas e sociais para a América Latina e o Caribe devido à pandemia apresentam com mais força a necessidade de novo modelo de desenvolvimento. Ela considerou que esta é a maior crise humana e sanitária que a Humanidade já encarou, com profundos desdobramentos econômicos. Para ela, o foco das decisões políticas deve ser preservar a saúde e o bem-estar das pessoas.

China cumpre luto nacional em homenagem aos mortos pelo coronavírus
O presidente Xi Jinping, também dirigente do Partido Comunista da China, liderou as homenagens aos mártires que morreram lutando contra a doença do novo coronavírus e aos chineses que perderam suas vidas na epidemia. Todo o povo chinês às 10h00 (horário de Pequim), cumpriu três minutos de silêncio. Os dirigentes do Partido e do Estado levavam flores brancas no peito e prestaram uma homenagem silenciosa em frente à bandeira nacional, hasteada a meio mastro. Sirenes de ataque aéreo soaram e carros, trens e navios buzinaram. Em homenagem aos mártires e compatriotas falecidos, as bandeiras nacionais foram hasteadas a meio mastro em todo o país e em todas as embaixadas e consulados chineses no exterior, e atividades recreativas públicas foram suspensas em todo o país. 81.639 casos confirmados da covid-19 foram registrados e 3.326 pessoas morreram da doença.

Coronavírus: Espanha prorroga estado de emergência no país até 26 de abril
Presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, prorrogou a vigência do estado de emergência, após consulta com comitê científico, órgão que analisa dados e modelos estatísticos que calculam a evolução do vírus. Ministério da Saúde espanhol confirmou a morte de 809 pessoas em 24 horas, menor índice em oito dias. Espanha é um dos países mais afetados pela pandemia. O país já contabilizou 11.744 mortes e o número de infectados é de 124.736 pessoas.

Política externa de Bolsonaro está na contramão da tendência mundial
A pandemia de coronavírus colocou na ordem do dia o multilateralismo e a cooperação internacional como caminho para enfrentar este atual flagelo da humanidade : "Ninguém vencerá a pandemia sozinho", escreve o jornalista Jamil Chade, especialista em cobertura da diplomacia mundial. Mas a política externa de Bolsonaro e Ernesto Araújo está no sentido contrário. "Ao longo das últimas semanas, proliferaram apelos de líderes esclarecidos, cientistas e de pesquisadores para que o mundo coordene suas ações e que, acima de tudo, protocolos recomendados pela OMS sejam respeitados”. Mas, a posição brasileira sob o governo de extrema-direita de Bolsonaro "faz parte de uma linha de pensamento de reduzir o papel das entidades internacionais, colocando-as simplesmente como um fórum de debates, e não de orientação ou de estabelecimento de padrões para a comunidade internacional".

Haddad: Bolsonaro tem pior desempenho dentre todos os presidentes do mundo
Dado divulgado pelo Datafolha: para 51% dos brasileiros, Bolsonaro mais atrapalha que ajuda na crise do coronavírus. Haddad também salientou que Bolsonaro tem “o pior desempenho dentre todos os presidentes do mundo”, já que para 44%, ele perdeu as condições de liderar o país; para 39%, seu governo é ruim ou péssimo; e para 37%, ele deveria renunciar.

EUA acusados de ‘pirataria’ e ‘desvio’ de máscaras da Alemanha, Brasil e França
Os Estados Unidos foram acusados de roubar cerca de 200 mil máscaras para si mesmos. O destino original era a Alemanha. Segundo as autoridades do país europeu, o embarque das máscaras, produzidas nos EUA, foram confiscadas em Bangcoc, na Tailândia num ato de “pirataria moderna”. As máscaras, do modelo FFP2 haviam sido encomendadas pela polícia de Berlim, mas não chegaram ao seu destino. O ministro do Interior da Alemanha, Andreas Geisel, disse que eles foram “desviados” para os EUA. A França e o Brasil já denunciaram casos semelhantes, incluindo o que vem sendo descrito como “roubo de contratos” pelos norte-americanos, que estão fazendo ofertas financeiras mais altas do que as já assinadas entre países e fornecedores. Além do furto, Trump proibiu a empresa 3M de exportar produtos para a América Latina e o Canadá.


sábado, 4 de abril de 2020

Notícias Coronavirus 08

04.04.2020

China diz que não usará pandemia para aumentar influência geopolítica
"Sobre as medidas eficientes adotadas pela China e seu expertise no combate à epidemia, não vamos usá-los nunca como instrumentos de influência geopolítica", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. A China está disposta a compartilhar sua experiência no combate à pandemia da COVID-19 com outros países. Ela disse que a adoção por outros países de medidas e sugestões chinesas no combate seriam recebidas com satisfação por Pequim. "A pandemia é uma crise inesperada, que demanda uma resposta rápida. Agora, temos que nos focar em proteger a saúde e a vida das pessoas ao redor do globo", declarou.

Coronavírus: aprenda a fazer máscara caseira (VÍDEO)
Em tempos de pandemia, as máscaras tornaram-se um produto disputado e raro nas prateleiras das farmácias. Neste contexto, a médica Ana Escobar ensina uma forma prática e barata para fazer o objeto de proteção em casa. Confira o vídeo da Dra. Ana Escobar. e aprenda a fazer a Máscara caseira:



"Impressionante tanto desprezo com a vida", diz Flávio Dino sobre Bolsonaro

Flávio Dino afirmou que, apesar do país registrar 359 mortes e 9.056 casos confirmados de coronavírus, Jair Bolsonaro não "abandona vaidades e agressões". "Impressionante tanto desprezo com a vida dos brasileiros". O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apontou o desprezo que Jair Bolsonaro tem pelas vítimas do novo coronavírus. "Bolsonaro começou o dia com TREZENTOS brasileiros mortos na sua porta. À noite já são TREZENTOS E SESSENTA. E nem assim ele abandona vaidades e agressões. Impressionante tanto desprezo com a vida dos brasileiros", escreveu o governador que tem sido um dos alvos das críticas de Bolsonaro por defender o isolamento coomo medida para conter o avanço do Covid-19. O Brasil já registra 359 mortes e 9.056 casos confirmados de coronavírus, segundo o próprio Ministério da Saúde.

Médico explica por que bolsonaristas fazem carreata, e não passeata
O médico infectologista Alexandre Motta Câmara esclarece as reais intenções de empresários bolsonaristas em carreata, exigindo que a população encerre o confinamento social. "Convocaram carreatas no último fim de semana, alegando que a economia não pode parar. Perguntas a fazer: porque serão feitas carreatas e não passeatas com as pessoas? Resposta: eles sabem que o vírus é altamente transmissível e querem se proteger, sem se preocuparem se o seu risco e de sua família aumentam. Eles não dependem do SUS, você sim. Não haverá leitos de UTI disponíveis para doentes graves, se muitos adoecerem. Quem sai de casa tem chances de trazer o vírus para pais, avós e aqueles com saúde vulnerável. É possível cuidar das pessoas e da economia ao mesmo tempo? Garantir renda mínima para elas? Usar reservas brasileiras para a população? E o crédito das pequenas empresas? Na sua família, quem você deixaria morrer para salvar a economia? Portanto, fique em casa!"

Vamos ter de alternar períodos de abertura e quarentenas
O biólogo Atila Iamarino afirma que o mundo jamais será o mesmo depois do coronavírus. As pessoas terão de se acostumar com períodos cíclicos de quarentenas para garantirem sua segurança. "Elas estão querendo voltar para um mundo que não existe mais". E diz: "primeiro, é preciso ter em mente que, até a gente contar com uma vacina 100% segura, ou tão segura quanto possível, vai ser preciso esperar alguns anos. É possível que a gente fique, com uma vacina temporária no começo, que funciona, mas é problemática para alguns grupos. No mínimo por um ano, mais provavelmente por dois, a gente vai ter de alternar períodos de reclusão e das ruas, construindo o máximo possível de infraestrutura, criando um funil largo que permita que a gente abra a torneira."

Flávio Dino 1: ‘O governo federal ainda não se moveu para cumprir a lei’
A urgência em pagar o benefício da renda mínima está de acordo com o caminho que praticamente todos os países do mundo estão fazendo. Faço questão de mais uma vez sublinhar a imprescindibilidade do cumprimento imediato da lei relativa à renda básica de cidadania, aprovada por deputados e senadores. Infelizmente, chegamos ao final da semana em que lamentavelmente o governo federal ainda não se moveu para cumprir a lei, é isto muito grave. A urgência está de acordo com o caminho que todos os países do mundo estão fazendo: garantir renda para autônomos, informais e todos os cidadãos que necessitam do benefício. O Brasil é praticamente o último país do mundo a fazer isso.


Flávio Dino 2: Que o presidente da República mande pagar e cumpra a lei
Convidou a sociedade do Maranhão a permanecer unida e confiante, porque essa crise sanitária grave há de passar, mas nós estamos num momento de crescimento dos casos e precisamos ter prudência. De acordo com ele, 82 municípios maranhenses têm casos suspeitos e há 88 confirmações. Mais de 95% dos casos confirmados estão na capital. Segundo as projeções, esses números devem levar a mil pessoas contaminadas no Maranhão. No entanto, sem medidas sanitárias e de isolamento, os cálculos indicam que o Maranhão poderia chegar ao número terrível de 100 mil casos. Não vamos minimizar o coronavírus, porque é muito grave, se espalha muito rapidamente.

Coronavirus: SP, Rio, Ceará, AM e DF em risco aceleração descontrolada

O Ministério da Saúde aponta quatro fases de desenvolvimento do vírus: localizado, aceleração descontrolada, desaceleração e controle. Nos quatro Estados mencionados a taxa de incidência já fica acima da nacional - 4,3 casos por 100 mil habitantes – mas no DF, já é mais que o triplo, com 13,2 casos a cada 100 mil habitantes. Pouco mais de um mês desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, a transmissão ainda está na “fase inicial”. Com a alta incidência de casos em quatro estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas - o Distrito Federal, que já aponta a transição para a fase de “aceleração descontrolada” nestes locais. O Brasil já soma 9.056 casos do novo coronavírus, com 359 mortes.

Morre por coronavírus membro da segurança do primeiro-ministro da Itália
Giorgio Guastamacchia, de 52 anos, da guarda do premiê italiano, Giuseppe Conte, testou positivo para a covid-19 em 21 março. Na data, as autoridades italianas afirmaram que ele não havia tido contato direto com o ministro nas duas semanas precedentes a esta ocorrência. Com cerca de 15 mil mortos e 120 mil pessoas contaminadas, a Itália é o país mais afetado no mundo pela pandemia do novo coronavírus, conforme números oficiais.

Brasil: Dados do coronavírus são insuficientes em 90% dos estados
Pesquisa feita pela Open Knowledge Brasil (OKB) divulgada nesta sexta-feira (3) mostrou que os dados sobre a COVID-19 são insuficientes e existe falta transparência em 90% dos estados brasileiros. Estudo da OKB analisou a divulgação de casos confirmados da doença nos 26 estados e no Distrito Federal. DF e SP estão entre os classificados com baixo nível de transparência ou "opacas". A maior concentração de casos confirmados por município, o número de testes disponíveis e a taxa de ocupação de leitos hospitalares. Rio de Janeiro, o segundo estado com maior número de casos da doença, foi classificado como "bom" no quesito divulgação de dados. Pernambuco foi o mais bem colocado na pesquisa. Segundo atualização do O Ministério da Saúde informou que o Brasil já contabiliza mais de 9.000 pessoas diagnosticadas com o coronavirus.

EUA estabelecem novo recorde de mortos por coronavírus em um único dia: 1.480
Casos de coronavírus nos EUA avançam assustadoramente e batem mais um recorde em apenas um dia: 1.480 mortes. O total de mortos no país, agora, é de 7.406, estabelecendo um novo recorde no mundo, segundo as estatísticas da Universidade John Hopkins. Em Nova York, pedestres usavam máscaras nesta sexta-feira, às vezes artesanais ou improvisaram com echarpes ou lenços, depois que o prefeito Bill de Blasio recomendou que cobrissem o rosto para conter a propagação do vírus. "Os cientistas do governo Trump agora acreditam que o novo coronavírus provavelmente seja transmitido pelas pessoas ao falar e respirar, e não apenas quando tossem ou espirram".

Nicolelis 1: a sociedade brasileira não se deu conta do que está vindo
O médico neurocientista Miguel Nicolelis falou à TV 247 sobre o futuro próximo da pandemia de coronavírus no Brasil e disse que este será “um dos maiores desafios sanitários da história”. Para ele, a sociedade brasileira ainda não se deu conta do perigo da pandemia e do que está por vir e alertou que esta é uma crise sanitária sem precedentes. “Para nós aqui no Brasil certamente vai ser um dos maiores desafios sanitários da história. A sociedade brasileira não se deu conta do que está vindo. O que nós vamos passar nos próximos meses aqui no Brasil vai entrar nos livros de história, e as pessoas ainda não se deram conta”, disse. Nicolelis contou que um amigo cientista norte-americano afirmou que não há adjetivos exagerados para descrever a força do surto de Covid-19. O cientista criticou também a falta de uma posição clara do governo federal, chefiado por Jair Bolsonaro.


Nicolelis 2: Covid19, não há adjetivos exagerados para descrever a força do surto
“Quando você vê falta de uma mensagem coerente, objetiva e direta, a falta de um comando central, de uma comissão nacional que fale diretamente ao povo brasileiro e dê claras diretrizes da situação, com transparência, autoridade, confiança, credibilidade, então você claramente vê que nós somos o próximo capítulo dessa tragédia. O choque que vamos receber é algo que nunca experimentamos, em termos de demanda do sistema de saúde, em termos dos profissionais de saúde sendo expostos e começarem a ficar doentes porque não existe material de proteção suficiente. Também temo profundamente que nós não estejamos preparados para dar contas das fatalidades”. Nicolelis lembrou que todos os países que subestimaram a capacidade do coronavírus estão hoje em uma situação muito difícil. “Todos os governos que não deram bola estão pagando um preço altíssimo nesse momento. Primeiro na Europa, na Itália, onde o governo totalmente ignorou os riscos, na Inglaterra, onde o número de óbitos está explodindo nesse momento, a seguir nos Estados Unidos, onde o presidente Trump ignorou claramente e expôs os Estados Unidos talvez à maior tragédia sanitária da história do país. O Brasil talvez seja o último país do mundo nesse momento que não se deu conta disso”. “Estamos no meio de uma tempestade perfeita, que foi criada por uma visão econômica que não tem base nenhuma na realidade, é uma economia de modelos matemáticos que exclui o ser humano”, alertou.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Notícias Coronavírus 07

03.04.2020

Touraine: “Choque econômico do coronavírus pode produzir reações fascistas”
Alain Touraine é um sobrevivente da geração brilhante que deixou marcas nas ciências sociais e no pensamento ocidental em meados do séc. XX. Seus estudos mobilizaram as fábricas do pós-gerra e elevaram o país à condição de sociedade pós-industrial, os movimentos sociais e a crise da modernidade. Mesmo que presidentes patéticos e outros decadentes senhores da guerra, queiram vencê-la, já perdem milhares de combatentes para um vírus, que sequer é visível, enquanto energúmenos reptílios letais como Bolsonaro, entregam o patrimônio público e social, arrancam o etanol do agronegócio ingênuo a custo zero e envia centenas de brasileiros desinformados para a morte.


Trump é tolo que levou os EUA a abandonar o papel de líder mundial
Ao reduzir a força econômica dos EUA, perder o respeito até da Europa. Isso se reflete na preferência do vírus pelos velhos, sem remédio nem vacina, deixando pessoas sozinhas e isoladas. Touraine dá o testemunho de alguém trancado, sem direito de sair à rua. É cedo para saber o que fazer financeiramente, e politicamente não nos pedem outra coisa a não ser ficar trancados em casa. Ele assume: ficaria muito surpreso se nos próximos dez anos não houver catástrofes ecológicas importantes. Não é o vírus que nos governa, mas nossa impotência.


Coronavirus faz disparar rejeição a Bolsonaro
A pesquisa da XP Investimentos divulgada nesta sexta-feira (3) aponta queda na popularidade de Bolsonaro, que se desgasta cada vez mais pela falta de rumo para gerenciar a crise do coronavírus. De acordo com o levantamento, 42% consideram o governo "ruim e péssimo", percentual que era de 36% em março. Cai a avaliação da categoria ótimo e bom do governo, com percentual de 28% e queda de dois pontos percentuais. 27% consideram o governo regular e 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.


A Espanha registra a primeira queda de mortes diárias
O número de mortes por coronavírus na Espanha aumentou para 10.935 em relação ao total de 10.003 no dia anterior, informou o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira, surgiu a  primeira queda na taxa de mortalidade diária desde 30 de março. Em outros lugares, o número de mortos na Suíça aumentou para 484, enquanto dezenas de milhares de policiais e gendarmes extras estão sendo divulgados em toda a França para garantir que as pessoas respeitem o bloqueio e para interromper o tradicional grande departamento para as férias da Páscoa na sexta-feira. 

Grã-Bretanha abre novo hospital mais cedo do que o previsto
O "pico" da Grã-Bretanha para infecções por coronavírus será nas próximas semanas, mas um pouco mais cedo do que se pensava, informou a secretária de Saúde. Os comentários de pico previsto como o de Matt Hancock surgiram no dia em que um novo hospital temporário, o NHS Nightingale, foi aberto no centro de conferências Cel Londres. 

Os casos sobem acima de 1 milhão, quando as mortes ultrapassam 53.000
Atualmente, existem mais de 1.026.974 casos confirmados em todo o mundo e mais de 53.975 mortes. No Reino Unido, existem mais de 34.000 casos, após um forte aumento no número confirmado na quinta-feira e mais de 2.900 mortes. Os EUA têm o maior número de casos confirmados de qualquer país, com 245.000, e tiveram mais de 6.000 mortes.

Trump desencadeia críticas ao implantar genro na força-tarefa Covid-19
Donald Trump provocou novas críticas na quinta-feira, destacando seu genro em um briefing da força-tarefa sobre coronavírus da Casa Branca e acusando os democratas de lançar uma nova “caça às bruxas”. Jared Kushner, consultor sênior do presidente dos EUA, casado com a filha de Trump, Ivanka, fez uma aparição surpresa no pódio e disse que Trump o instruiu a "quebrar todas as barreiras necessárias para garantir que as equipes possam ter sucesso".


Estados da União Europeia negociam para fechar fronteiras após a Páscoa
As negociações estão em andamento entre os estados membros da União Europeia sobre a possibilidade de estender o fechamento das fronteiras além da Páscoa, a fim de enfrentar a crise do coronavírus. A presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen, também disse que o próximo orçamento da UE deve assumir a forma de um novo ‘Plano Marshall’ para impulsionar a recuperação da Europa do surto de coronavírus.

Residentes de Wuhan disseram para ficar dentro de casa e ficar vigilantes
Os moradores de Wuhan foram avisados para ficarem dentro de casa e fortalecerem as medidas de proteção, alguns dias antes da data prevista para o levantamento das restrições de viagem à cidade no centro da pandemia. A principal autoridade da cidade pediu vigilância, pois as autoridades tentaram evitar uma segunda onda de infecção dos viajantes que chegavam, além de facilitar algumas de suas rigorosas medidas de contenção.


Austrália: casos globais podem ser 'cinco a dez vezes maiores' que os relatados
Brendan Murphy, diretor médico da Austrália, disse que os casos mundiais de Covid-19 podem ser "cinco a 10 vezes" maiores que os 1 milhão registrados atualmente. Murphy diz que os únicos números nos quais ele tem total confiança são os australianos, porque "temos a maior taxa de testes do mundo".


OMS alerta para um 'pico preocupante' em casos e mortes no Oriente Médio
Os governos do Oriente Médio precisam agir rapidamente para limitar a disseminação do coronavírus, depois que os casos aumentaram para quase 60.000, quase o dobro de seu nível uma semana antes, informou a Organização Mundial da Saúde na quinta-feira.


Alívio para passageiros em navios de cruzeiro que atracam na Flórida
O Zaandam, o navio de cruzeiro atingido por coronavírus que passou 12 dias encalhado no mar sem portos dispostos a deixá-lo atracar, chegou ao porto de Fort Lauderdale para a torcida dos trabalhadores portuários. As calorosas boas-vindas na noite de quinta-feira foram seguidas por uma procissão de pessoal médico e equipamentos de proteção em plástico azul e amarelo, enquanto eles tentavam levar pacientes gravemente doentes pelo corredor de prisioneiros e entrar em ambulâncias.

Premier League inglesa ameaçada por disputa de salários por coronavírus
A posição da Premier League inglesa no topo do futebol mundial pode estar em perigo se não for encontrada uma solução para reduzir os salários dos jogadores durante a crise do coronavírus, alertou um analista. Uma semana de negociações entre órgãos de futebol e o sindicato dos jogadores, o PFA, levou a pouco movimento antes de uma extraordinária reunião de acionistas da Premier League na sexta-feira.

Irã sente o impacto
Número de mortos no Irã atinge 3.294.

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