sexta-feira, 20 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Press Release 047 – 13 de maio de 2016
Editorial
O luto e a luta http://bit.ly/23OWTcm
Debates
Mídia tem o papel de domesticar população em
nova fase do neoliberalismo mundial http://bit.ly/1WvDU7W
Poesia
Salve-se ou perca-se http://bit.ly/1ZOZEcH
TV
Leituras
Dia D, Homenagem a Carlos Drummond de
Andrade no Sem Censura (TV Brasil) http://bit.ly/1TbUirq
Eventos
V Semana Acadêmica do Curso de Geografia – UFT
– Campus Araguaína http://bit.ly/226eehH
Notícias
Papa recebe Keinarik Boujikian e Letícia
Sabatella, que denunciam o golpe no Brasil http://bit.ly/1rL4DAh
O fantasma de 1964 http://bit.ly/1VWjcNO
Deus perdeu a paciência com os congressistas
do Brasil? http://bit.ly/1TLYycU
Presidenta Dilma cria mais cinco
universidades e inaugura 42 campi de institutos federais http://bit.ly/1VWjcgP
Bienal do Livro de SP anuncia autores
best-sellers internacionais http://bit.ly/23OXAm2
Biblioteca da Unifor celebra 25 anos de
automatização do seu sistema http://bit.ly/23OXGdd
Argentina vive, só agora, febre do livro de
colorir http://bit.ly/1Xq7drB
Leitura é aliada no tratamento de crianças
internadas em Belém http://bit.ly/1Wwm0kL
Contos escritos por detentos em Joinville
são publicados http://bit.ly/1NtK8SC
Presidente de Portugal apela à leitura e
lamenta falta de tempo para... ler http://bit.ly/1NtK8BT
Terra de caolho http://bit.ly/1qjrRvU
Imagem
Ler civiliza http://bit.ly/24Y1XAT
O Prazer
da Leitura
Das pessoas normais... a mim http://bit.ly/24R0Csj
Prof.
Antonio Carlos Ribeiro
Universidade
Federal do Tocantins/PPGL/CAPES
Editor
Se desejar ler os demais Press Release, clique no blog Leituras http://bit.ly/1E35ugR
ou no Facebook https://www.facebook.com/leiturasto/
Editorial - O luto e a luta
Esta edição do Leituras destaca assume o luto e a luta e destaca o papel da mídia de domesticar a população, em Debates. Relembra a Poesia visual de Leminski, divulga a homenagem a Carlos Drummond de Andrade em TV Leituras e a V Semana Acadêmica do Curso de Geografia - UFT Campus Araguaína, em Eventos.
As Notícias trazem a acolhida do Papa a uma juíza e uma atriz que levaram a carta de um jurista sobre o golpe, a volta do fantasma de 1964, a crise no Parlamento, as cinco universidades criadas por Dilma Rousseff, a Bienal do Livro de SP, a Biblioteca da Unifor, o livro de colorir na Argentina, a leitura no tratamento de crianças hospitalizadas, contos escritos por detentos de Joinville, a importância da leitura para o presidente português. E a civilização pela Leitura em Imagem e a imagem infantil em O Prazer da Leitura.
Mídia tem o papel de domesticar população em nova fase do neoliberalismo mundial
Em seminário na USP, professora de Coimbra diz que crise brasileira é
semelhante à que ocorreu em Portugal. Para professor da ECA, “não regulamentação”
dos meios teve papel importante no processo
Eduardo Maretti (RBA)
São Paulo – A aguda crise político-econômica do Brasil e a participação dos meios de comunicação nessa crise não têm causas exclusivamente brasileiras. O fenômeno decorre de uma realidade global, que tem vitimado outros países. “O que se passa no Brasil não é muito diferente do que nós, em Portugal, na Espanha e até mesmo na Itália, tivemos em outros momentos, com a autonomização dos grandes meios (de comunicação) em relação aos meios políticos e o desenvolvimento da própria política”, diz a professora da Universidade de Coimbra Isabel Ferin Cunha.
Vitor Blotta, do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA (USP)
e Isabel Ferin Cunha, da Universidade de Coimbra
Para ela, o momento do Brasil é semelhante ao período em que se instaurou a chamada “austeridade neoliberal" em Portugal e Espanha, com intervenções do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu no início da década. Os países estão entre os primeiros a ser fortemente afetados pela crise de dimensões globais que se abateu sobre as economias mais frágeis da Europa – e que revelou ao mundo que o neoliberalismo estava mais vivo do que nunca. Na Itália, o processo, segundo ela, foi representado pelo governo de Silvio Berlusconi (a partir de 2008).
Isabel foi uma das palestrantes no seminário Liberdade e Interdição: Pontos de Vista, realizado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, ontem (29). Após o seminário, foi lançado livro com mesmo título, organizado pela professora Maria Cristina Castilho Costa, coordenadora do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom), reunindo ensaios de vários autores.
“Temos uma tradição autoritária, que vem da igreja católica e da própria formação dos nosso países. Portugal, e depois o Brasil, é uma linha autoritária que se mantém. Mas a questão da relação entre mídia e política é um outro fenômeno, introduzido na chamada globalização neoliberal na terceira ou quarta fase, em que a mídia tem o papel de domesticar a população pela aceitação dessa nova fase do neoliberalismo”, afirmou.
O professor Vitor Blotta, do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA e pesquisador Associado do Núcleo de Estudos da Violência da USP, considera que a “não regulamentação” dos meios de comunicação no país tem um papel “importantíssimo” no processo político atual e na crise política brasileira.
“Isso na medida em que diminui a diversidade de opiniões, e então não há versões distintas. Às vezes temos que olhar para a imprensa internacional para contrastar as versões nacionais. Parte da liberdade de expressão é garantir a diversidade das vozes. Por isso, as normas de direitos humanos mais atuais na Europa colocam a necessidade da pluralidade da mídia ao lado da liberdade de expressão e a proteção da privacidade”, diz o professor.
Nesse estado neoliberal internacionalizado, a professora da Universidade de Coimbra não concorda que o golpe contra o governo Dilma Rousseff possa ser atribuído a um acontecimento típico de uma “república de bananas”.
“Não vejo assim. Vejo isso como um processo muito maior, que no Brasil tem configurações próprias, nacionais, mas está dentro de um processo de expansão e reestruturação do neoliberalismo nessa fase da globalização que, em cada país, se dá de acordo com sua cultura, não só no sentido geral, mas no sentido da cultura do sistema midiático, e agora surge com todo seu ‘esplendor’ nesta fase do conflito político.”
Para Blotta, com a realidade trazida pela internet, há uma perspectiva de ampliar o “espectro de vozes” que podem se fazer ouvir no âmbito das comunicações. Mas, mesmo essa saída, apontada por profissionais progressistas dos meios de comunicação e analistas de mídia como um contraponto ao poder midiático dos grandes grupos de comunicação, deve ser vista com reservas.
“Com a concentração, em termos de canais provedores de internet ou grandes empresas de conteúdo e aplicativos como Google e Facebook, também vai sendo gerada uma certa homogeneização, o que dá uma falsa impressão de espaço mais democrático. Tenho estado um pouco cético quanto a isso”, diz Blotta.
Nessa realidade que, para muitos, não permite que se veja luz no fim do túnel, a evolução para um cenário mais favorável à cidadania pode ser possível, mas com avanços lentos e pontuais. “Em termos de estrutura dos meios e de regras de concessão, sou um pouco cético quanto às perspectivas. Acho que são pequenas reformas que podem talvez levar a uma melhora, mais do que um grande marco geral de comunicações, que acho muito difícil de ser aprovado”, diz Blotta. "O Marco Civil da Internet precisa ser protegido."
V Semana Acadêmica do Curso de Geografia - UFT - Campus Araguaína
INFORMAÇÕES
Qualquer dúvida entre em contato com a Coordenação pelo telefone ou
email: (63) 21122220 | semanageo2016@gmail.com
Papa recebe Keinarik Boujikian e Letícia Sabatella, que denunciam o golpe no Brasil
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu em audiência privada, no final da tarde da segunda-feira, (09/05), a atriz e ativista brasileira Letícia Sabatella, acompanhada da juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian.
Juíza Kenarik Boujikian e atriz Letícia Sabatella conversam com o Papa Francisco
Em entrevista à Rádio Vaticano, Sabatella falou a respeito da temática da audiência com Francisco. “O Papa Francisco foi extremamente acolhedor, gentil, demonstrou-se preocupado com esse clima de ódio e de polarização no país. Ele acolheu a nossa colocação. Ele guarda suas reflexões para o que venha a pronunciar ou fazer. Ele nos escutou e nos acolheu, profundamente”.
Constituição
“Ele já reza pelo Brasil. Disse que vai falar algo sobre o diálogo, sobre a possibilidade de dialogar, que é o princípio da democracia. Acho que a democracia é para ser cuidada neste momento em que está correndo um grande risco, em que está sendo aviltada, no momento em que a Constituição é rasgada e é imposto o impeachment sem justificativa, a gente fica preocupado com quantos direitos vão ser perdidos a partir daí. Acho que o Papa Francisco deve falar algo em breve sobre o diálogo, sobre essa busca pelo diálogo, para que a gente chegue a conclusões melhores. Mas o que eu posso dizer é que ele nos escutou”.
“O encontro se deu em razão de um pedido dos movimentos populares para manter este diálogo com o Papa Francisco que já há algum tempo já mantém uma conversa com os movimentos populares. O primeiro encontro, em 2014, aqui no Vaticano, tinha três temas fundamentais: terra, trabalho e teto. Em razão dos acontecimentos no Brasil os movimentos populares queriam trazer ao Papa Francisco as suas preocupações. Por esta razão, eu e Letícia Sabatella, estivemos aqui, por quase uma hora, relatando o que está acontecendo em nosso país”.
Juíza Kenarik Boujikian falou sobre a motivação do encontro com o Papa
“O encontro se deu em razão de um pedido dos movimentos populares para manter este diálogo com o Papa Francisco que já há algum tempo já mantém uma conversa com os movimentos populares. O primeiro encontro, em 2014, aqui no Vaticano, tinha três temas fundamentais: terra, trabalho e teto. Em razão dos acontecimentos no Brasil os movimentos populares queriam trazer ao Papa Francisco as suas preocupações. Por esta razão, eu e Letícia Sabatella, estivemos aqui, por quase uma hora, relatando o que está acontecendo em nosso país”.
Ouça a entrevista da atriz Letícia Sabatella
Transcritode http://br.radiovaticana.va/news/2016/05/10/papa_recebe_let%C3%ADcia_sabatella_em_pauta_a_crise_no_brasil/1228833
O fantasma de 1964
É desalentador e negativo para a imagem do Brasil ver como uma onda de indignação
nas ruas deu legitimidade a uma iniciativa puramente política
David Alandete
Dilma Rousseff participa em uma conferência sobre políticas para as mulheres em
10 de mayo de 2016 Fernando Bizerra Jr. EFE
O Brasil tem diante de si um grande desafio. Terá de explicar muito bem ao mundo, a seus parceiros políticos e comerciais da América Latina e fora dela por que o Congresso está depondo Dilma Rousseff, reeleita democraticamente, pelas urnas, há 19 meses, com 54 milhões de votos.
O que poderia justificar esse julgamento apressado e o afastamento? Ao pensar nas grandes deposições e renúncias da história, vem-nos à mente em especial o caso de Richard Nixon em 1974, deixando a Casa Branca em desgraça depois que se descobriu toda uma trama de espionagem nos escritórios do partido democrata no hotel Watergate.
É disso que se alimentaram, tradicionalmente, as chamas das verdadeiras quedas presidenciais nas grandes potencias internacionais. Como também no Brasil. Basta lembrar que quando Fernando Collor renunciou, em 1992, ele o fez na esteira de graves acusações de tráfico de influência e cobrança de propinas.
Resultado da votação do impeachment no Senado
É estranho, assim, que Dilma Rousseff não esteja sendo julgada por fazer espionagem, por ter roubado, por ter enriquecido ou beneficiado a si ou a sua família durante os seis anos em que esteve no poder. Ao que sabemos, a presidenta não embolsou um único centavo além da remuneração de 320.000 reais ao ano que lhe cabe por presidir o país.
A governante é acusada de descumprir a legislação fiscal ao utilizar dinheiro de bancos públicos para cobrir buracos orçamentários, dando a sensação de que as contas governamentais estavam sob controle antes das últimas eleições.
Trata-se de uma maquiagem fiscal, pura e simples. Nada de novo debaixo do sol. São incontáveis os casos de ajustes de contas suspeitos nos países desenvolvidos. Isso foi feito no Brasil, nos Estados Unidos, na Espanha e no mundo todo, principalmente em anos de crise econômica. Sem dúvida, é uma prática nociva pela qual qualquer Governo deve prestar contas, mas que não justifica, de modo algum, a adoção de uma medida tão drástica como é o impeachment.
O bom das democracias ocidentais é que elas possuem garantias institucionais destinadas a renovar o Governo dentro de prazos definidos pela via constitucional. Se um presidente ou um primeiro-ministro fracassam em sua gestão, ele ou seu partido pagarão o preço nas eleições seguintes. Enquanto isso, têm o direito e o dever de governar. Mais do que isso: um país não pode viver em um estado permanente de campanha eleitoral. E não deve se pautar conforme as oscilações das pesquisas sobre popularidade.
Há hoje 61% de brasileiros para os quais a presidenta deve ser destituída? De fato. Mas certamente em 1978 era muito maior o percentual de norte-americanos que gostariam de ver o então presidente Jimmy Carter pelas costas, no contexto de uma crise econômica e energética não muito diferente da que vive hoje o Brasil. E esperaram. Foram às urnas em 1980, quando cabia, tiraram-no e escolheram Ronald Reagan por uma esmagadora maioria.
É desalentador e negativo para a imagem do Brasil ver como uma onda de indignação nas ruas deu legitimidade a uma iniciativa puramente política. É, falando claramente, uma operação liderada por legisladores muito mais suspeitos de corrupção que Rousseff. Um dado: mais de metade dos parlamentares do Brasil têm problemas com a Justiça, sofrendo acusações de delitos como sequestro, agressão e roubo.
Tudo isto condimentado com uma verdadeira crueldade. Não há palavra que descreva melhor o voto que o congressista conservador Jair Bolsonaro proferiu há um mês em favor do impeachment de Rousseff. Dedicou-o ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável por incontáveis atos de tortura durante a ditadura, inclusive contra a própria presidenta. Seu filho Eduardo Bolsonaro, também congressista, votou em homenagem “aos militares de 64”.
É um drama que um político eleito pelo povo se permita hastear a bandeira de 1964. E dá fôlego a Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores para denunciar um golpe de Estado perante os seus aliados internacionais. Naquele fatídico ano, um destacado jornal do Rio exigia em sua capa um “governo definitivo, apartidário e democrata”. “Não podem ser adiadas as medidas excepcionais reclamadas pela excepcionalidade da situação”, proclamava. Logo veio o golpe militar. O Brasil entrou em uma das etapas mais sombrias da sua história. As massas que apoiavam o golpe se atribuíam a representação do sentimento majoritário.
Ignoravam a máxima de que a verdadeira democracia representa a vontade da maioria, mas deve proteger também os direitos das minorias, incluídas neste caso as que querem que sejam respeitados os prazos eleitorais que permitem, acima de tudo, a estabilidade de um gigante da América Latina.
Transcrito de http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/11/opinion/1462972040_115816.html?id_externo_rsoc=FB_CM
Deus perdeu a paciência com os congressistas do Brasil?
O Deus de boa parte dos deputados é o Deus do atraso, da vingança, o que parece
pouco se importar com a corrupção já que os mais desonestos são os que mais prosperam
Adriano Machado (Reuters)
Os deputados do Brasil estão loucos por Deus. Quanto mais corruptos, mais o invocam. É o melhor amuleto de seus crimes. Mas, de repente, parece que Deus perdeu a paciência e está se vingando deles, enlouquecendo-os.
Só isso explica o fato do Congresso com seus 513 deputados ter se transformado em um circo, um sabá, em uma fúria coletiva, que está desconcertando até mesmo a opinião pública internacional.
Quando o emblemático Eduardo Cunha, um dos mais corruptos do grupo, que batiza seus carros de luxo com o nome de Jesus, foi temporariamente afastado de seu cargo pelo STF, o ex-presidente do Congresso escreveu nas redes sociais: “Que Deus proteja a todos nós!”.
E quando seu sucessor, o vice-presidente Waldir Maranhão, mais um na longa lista de corruptos, soube que ele tomaria o controle do Congresso, pediu para se ausentar já que precisava, disse, “falar uns minutos com Deus”.
O suficiente para horas depois tomar a impensada decisão monocrática, sem consultar-se com seus pares, de anular a grave decisão tomada pela maioria absoluta do Congresso, a favor de abrir um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, decisão que convulsionou o país. Mas Deus dá e Deus tira. Horas depois, e quando já havia colocado em polvorosa a imprensa de meio mundo, voltou atrás anulando a anulação.
Será a vingança de Deus que se sente um pretexto na boca desses deputados, geralmente os mais conservadores e corruptos, que está injetando o delirium tremens divino nos deputados?
Semanas atrás, dezenas de deputados gritavam em um microfone que votavam a favor da saída de Dilma “em nome de Deus”.
Mas são esses devotos de Deus, que também o invocam na hora de comprar votos para se reeleger, que se opõem a legislar a favor dos direitos humanos; os que não impedem que centenas de milhares de mulheres morram em abortos clandestinos; que desaprovam que pessoas do mesmo sexo possam unir-se estavelmente formando uma família; que se opõem à utilização de células tronco para salvar vidas, do uso da fecundação artificial e que defendem que as pessoas se armem contra a violência ao invés de lutar contra suas causas.
Deveria existir uma lei que impeça que o nome de Deus “seja invocado em vão” no Congresso
O Deus de boa parte dos deputados é o Deus do atraso, da vingança, da antimodernidade, o Deus que parece pouco se importar com a corrupção já que os mais desonestos são os que mais prosperam.
A Constituição admite a separação entre a Igreja e o Estado, mas existem congressistas, entre as hostes evangélicas, que não perderam a esperança de chegar a conquistar a Presidência da República para poder governar em nome da Bíblia.
Alegam que na introdução da Constituição está escrito que foi promulgada “sob a proteção de Deus”, e que sem ele não será possível criar um Brasil fundado sobre os pilares da Pátria e da família, o país sonhado, curiosamente, por vossas senhorias mais corruptas.
Quem sabe essa vingança de Deus, que parece ter decidido tirar-lhes o juízo, sirva à opinião pública mais sensata, mais honrada e mais moderna para que pensem duas vezes, no futuro, a quem dar seu voto.
O Brasil merece mais do que essa série de espetáculos oferecidos pelo Congresso que faz corar as pessoas normais e decentes.
Deveria existir uma lei que impeça que o nome de Deus “seja invocado em vão” no Congresso. Os deputados da Bíblia deveriam saber que essa ofensa a Deus não tem perdão.
Transcrito de http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/10/opinion/1462910189_226426.html?id_externo_rsoc=FB_CM
Presidenta Dilma cria mais cinco universidades e inaugura 41 campi de institutos federais
A presidente Dilma não escondeu a emoção durante a cerimônia em que anunciou
a criação de universidades e escolas técnicas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff assina nesta, segunda-feira (9), em cerimônia no Palácio do Planalto, projeto de lei que cria mais cinco universidades federais. Em Goiás, as de Catalão e de Jataí, nos municípios do mesmo nome; em Parnaíba, Piauí, a do Delta do Parnaíba; em Araguaína, Tocantins, a do Norte do Tocantins; e em Rondonópolis, Mato Grosso, a de Rondonópolis. As novas universidades vão se juntar às 63 existentes, entre elas as 18 criadas desde 2003.
Na mesma cerimônia, a presidenta e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, inauguram 224 obras em 38 universidades federais, em todas as regiões do Brasil. Serão inaugurados ainda 41 campi e outras nove obras nos institutos federais.
Os 41 novos campi inaugurados hoje juntam-se aos 562 em funcionamento. Em 2008, foi instituída a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, quando os centros federais de educação tecnológica (Cefets) e as escolas técnicas federais tornaram-se institutos federais de educação, ciência e tecnologia.
Conae
A presidenta assina também o decreto de convocação da 3ª Conferência Nacional de Educação (Conae), atendendo ao previsto na Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que instituiu o Plano Nacional de Educação (PNE).
Outras duas conferências foram realizadas recentemente no país, sendo a última em 2010, reunindo representantes de governos estaduais, municipais, federal e distrital, além de organizações da sociedade civil ligadas à educação.
Dilma assina ainda mensagem que encaminha o projeto de lei sobre a instituição do Sistema Nacional de Educação. De acordo com o PNE, o sistema será o “responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação”.
Bienal do Livro de SP anuncia autores best-sellers internacionais
A organização da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (25) os nomes dos primeiros autores best-sellers estrangeiros convidados para o evento, que vai acontecer entre 26 de agosto de 4 de setembro de 2016 no Pavilhão de Exposições Anhembi. O início da venda de ingressos e valores ainda não foram divulgados pela organização.
Os confirmados até agora são a romancista Lucinda Riley; as autoras do seguimento Young Adults (jovens adultos) Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing e Tarryn Fisher; e o autor de literatura fantástica Kevin Hearne.
Leia, abaixo, mais sobre os autores internacionais convidados para Bienal do Livro de SP.
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é "Histórias em Todos os Sentidos".
Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, detalha a proposta: "Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai"..
Além do Salão de Ideias, da Arena Cultural e do Espaço Mauricio de Sousa, a Bienal terá, pela quarta edição seguida, o espaço chamado "Cozinhando com Palavras", que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.
Já a curadoria de toda a programação cultural do evento fica a cargo da própria CBL, do Sesc e do Itaú Cultural. De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem 150 expositores individuais e autores independentes.
'Mais que uma feira de livros'
A ideia da Bienal 2016 é reforçar o conceito inaugurado na edição anterior do evento, em 2014. A organização dizia que o plano era ser mais do que "só uma feira de livros" para se tornar "um momento multicultural", com atividades que foram da gastronomia ao rap, passando por música, teatro e dança. O tema geral foi "Diversão, cultura e interatividade: Tudo junto e misturado".
A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo atraiu 720 mil pessoas em dez dias. Em 2012, o público total foi de 750 mil, com um dia a mais de evento.
Entre o público, 120 mil foram estudantes de 2 mil escolas. Mais de 400 mil pessoas visitaram os espaços culturais, que receberam 186 autores brasileiros e 22 internacionais.
Um dos destaques estrangeiros foi Kiara Cass, autora da série "A eleção", que participou de bate-papo e sessão de autógrafos e levou mais de 2 mil pessoas à Bienal. Também vieram nomes como Cassandra Clare, Ken Follet e Sally Gardner.
Ava Dellaira
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil "Cartas de amor aos mortos" (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável, portanto, do sucesso desta autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Aliás, ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, "17 years", que deve sair em 2018. Ava Dellaira mora em Santa Monica, na Califórnia.
Jennifer Niven
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, "Por lugares incríveis" (Seguinte). Comercialmente falando, foi uma bela estreia: a obra virou best-seller do jornal "The New York Times" e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning ("Super 8") no papel da protagonista. Ainda em 2016, sai lá fora o novo livro de Jennifer, "Holding up the universe". Ela também é autora de quatro romances para adultos ("American blonde", "Becoming Clementine", "Velva Jean learns to fly", "Velva Jean learns to drive"), dois livros de não ficção ("The ice master" e "Ada Blackjack") e um livro de memórias sobre suas experiências no ensino médio ("The Aqua-Net Diaries").
Lucinda Riley
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda Riley, que vem para lançar dois livros: "A garota italiana" (Arqueiro) e o terceiro volume da série "As sete irmãs" (Arqueiro).
Amy Ewing
Mais uma autora do segmento Young Adults e mais uma frequentadora da lista de best-sellers do jornal "The New York Times". A americana Amy Ewing é famosa pela trilogia "A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é "The white rose", sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, "The black key", chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.
Tarryn Fisher
Outra best-seller do "The New York Times"... Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia "Love me with lies". O volume incial, "A oportunista" (Faro), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão "A perversa" e "O impostor". No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram "Marrow", escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.
Kevin Hearne
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de "Star Wars". Não por acaso, portanto, escreveu "Herdeiro do Jedi" (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana "The Iron Druid Chronicles".
Transcrito de http://www.blogdogaleno.com.br/2016/04/27/bienal-do-livro-de-sp-anuncia-autores-best-sellers-internacionais
Biblioteca da Unifor celebra 25 anos de automatização do seu sistema
A Biblioteca da Universidade de Fortaleza completou 25 anos de automatização do seu sistema de catalogação do acervo. Foi no início da década de 90 que, além da automação do sistema, a Universidade também deu início à ampliação das instalações da Biblioteca. Com mais de 300 mil obras, o local hoje disponibiliza livros, periódicos e vídeos para alunos, professores e funcionários. A Universidade também possui um grande acervo digital, que já conta com cerca de 17 mil e-livros e cinco bases de dados digitais nacionais e internacionais.
Biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor)
A Biblioteca surgiu junto com a Unifor, no ano de 1973. Entre 1980 e 1981, o acervo foi todo catalogado em fichas e os exemplares organizados manualmente de acordo com o sistema de Classificação de Organização Universal (CDU). Na época, o acesso direto aos livros não era disponível aos alunos. Os funcionários atendiam os interessados por um balcão, procurando e entregando o livro diretamente ao leitor. Em 1990, a Biblioteca passou por uma reforma física, removendo o balcão e ampliando o espaço para estudo, e por uma reforma organizacional, que se deu com a chegada do microcomputador na Universidade.
O sistema de organização do acervo iniciou sua automação também no ano de 1990. Quem conta essa história é a gerente da Biblioteca, Leonilha Lessa, que acompanhou de perto a transição. Inicialmente, o sistema funcionava de maneira local, apenas dentro da Biblioteca. Naquele ano, houve o trabalho interno de passar todas as fichas das obras para o computador. “Como algumas regras de autoria haviam mudado, as obras de múltiplos autores tiveram de ser padronizadas, pois antes todos os autores não eram citados, e se colocou até três autores da obra na classificação. Os catálogos, organizados por autor, título e assunto, foram utilizados sem problemas, permitindo a atualização do sistema”, lembra.
“Quando reabrimos, em 1991, não estávamos apenas com parte do acervo automatizado, mas sim todo ele. Na época, nós possuíamos cerca de 40 mil livros e todos estavam catalogados no computador. O que aconteceu na década seguinte no Brasil foi a automação das bibliotecas das universidades. A maioria delas possuía, e ainda possui, campi descentralizados, o que prolongou esse processo no resto do país”, explica Leonilha.
A partir do ano 1996, após a chegada da internet, o sistema de microcomputador mudou para o sistema interno e integrado com os outros serviços da própria Unifor. A renovação de livros também foi disponibilizada online. Hoje em dia, 94% das renovações de empréstimos são realizados pela internet, assim como a reserva de livros.
Alguns serviços da Biblioteca também estão disponíveis para ex-alunos, como a consulta local ao acervo e as obras digitais. Essa iniciativa faz parte do programa de incentivo à reaproximação dos antigos estudantes.
Era Digital
A era digital também trouxe novas modificações para a Biblioteca Unifor: os e-livros. Os últimos cinco anos foram de grande investimento na aquisição de obras digitais, resultando no atual acervo com mais de 17 mil e-books. Entretanto, adquirir as obras não é o único passo importante na entrada dessas formas modernas de conhecimento. A Unifor busca também capacitar toda comunidade acadêmica no uso dessa nova tecnologia, que é totalmente diferente de uma pesquisa simples na internet.
“O que nós vivemos hoje é essa mudança do mundo. Temos duas bibliotecas: uma física e uma digital. Nós temos que gerenciar com qualidade essa nova biblioteca. Do mesmo jeito que eu preciso ter meu acervo físico organizado na estante, eu tenho que ter funcionários preparados para orientar como usar os conteúdos digitais. Aqui nós vivemos em dois mundos paralelos e temos muita motivação. Somos um grupo de profissionais altamente ‘antenados’. A Biblioteca está presente em quase todos os setores da Instituição, aqui é o coração da Universidade, porque tudo tem a ver com biblioteca. Onde tem informação, tem biblioteca”, afirma Leonilha.
Serviço
Biblioteca Central da Unifor
Horário de funcionamento: segunda a sexta, de 7h às 21h55; e sábados, de 7h30 às 16h25
Aberta para alunos, ex-alunos, professores e funcionários
Biblioteca Digital
Acesso por meio do Unifor Online
Mais informações: 3477-3162 e Unifor Biblioteca
Transcrito de G1 - 19/04/2016
Argentina vive, só agora, febre do livro de colorir
Por aqui, as vendas dos livros de colorir já amainaram, mas no ano passado chegaram a representar mais de 17% do volume de vendas das livrarias, conforme demonstrou o Painel das Vendas de Livros (SNEL / Nielsen). Já no país dos nossos Hermanos, eles vivem seu auge.
El jardín secreto e El bosque encantado, as versões portenhas dos nossos velhos conhecidos Jardim secreto e Floresta encantada, saíram lá em outubro do ano passado, publicados pela V&R. Maria Inés Redoni, CEO da editora, disse que já foram impressos 140 mil exemplares do Jardim secreto e 80 mil do Floresta encantado. E novas reimpressões devem vir por aí em breve. “Nós já conhecíamos muito bem esse mercado, já que, no nosso catálogo já havia diversos produtos semelhantes, como os livros de mandala, que vendem muito bem já há muito tempo”, comentou a CEO em entrevista ao PublishNews durante as Jornadas Profissionais da Feira do Livro de Buenos Aires.
A V&R alcançou 53 títulos de colorir em seu catálogo, dez deles vieram a reboque dos mega-sellers de Johanna Basford. E a editora não deve parar por aí. Prepara para logo mais três lançamentos derivados dos dois livros: uma versão "notebook", medindo 15 x 21 cm (os livros tradicionais, como aqui no Brasil, medem 25 x 25 cm) e os dois títulos ganham também uma nova edição em postais.
Transcrito de Leonardo Neto - Publishnews - 26/04/2016
Leitura é aliada no tratamento de crianças internadas em Belém
Enquanto a pedagoga Silvia Lobato mostra um livro de páginas coloridas e textos curtos sobre a história de Cinderela, a pequena Elilde Miranda, 10 anos, acompanha cada movimento de caras e bocas da narradora para descrever o quanto a heroína sofria com a inveja das irmãs e da madrasta. Da mesma forma que a mágica da fada madrinha conseguiu libertar Cinderela, por pelo menos um momento Elilde e várias crianças do setor de pediatria do Hospital Santa Casa de Misericórdia têm a oportunidade de esquecer um pouco os dias de internação e embarcar no mundo da literatura infantil. A iniciativa é uma parceria do hospital com o projeto Livro Solidário, da Imprensa Oficial do Estado e Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC).
Os livros são doados pela Imprensa Oficial para a biblioteca da Santa Casa, que também recebe carrinhos de leitura para que os exemplares possam ser levados às salas e corredores do hospital. A maior demanda é no setor pediátrico, que recebe o carrinho duas vezes por semana. “Nosso público é formado por crianças e adolescentes. Levamos o carrinho para um espaço onde as crianças que podem sair do leito se reúnem para ouvir histórias e ler. Os pacientes que estão mais debilitados e não podem sair recebem os livros no leito para fazermos as mesmas atividades. É um momento importante, pois podemos interagir com as crianças e com os pais e ajudá-los a relaxar um pouco durante o período de internação”, diz Regina Coimbra, responsável pela biblioteca da Santa Casa.
Descontração – A chegada do carrinho é um dos momentos mais esperados da semana. As crianças já estão sentadas nas cadeirinhas coloridas, algumas acompanhadas dos pais. As meninas, que são a maioria, escolhem livros de princesas. Depois da leitura, cada uma pode buscar o livro que quiser e ler. Quem não consegue pede ajuda. O importante é que ninguém fique sem uma história para ler ou ouvir. Algumas crianças estão internadas há dias ou meses, e por isso toda a rotina da família muda também.
“É importante termos um momento desses para as crianças, pois elas ficam mais alegres, conhecem outras crianças, brincam e se divertem. É bom vê-las se distraindo, pois a doença afeta tanto a mente dos pais quanto a dos filhos. O que mais nos abate é vê-los doentes, e nesse momento especial a gente percebe que eles esquecem a dor”, diz Josefa Fonseca, 32, mãe de Leno Fonseca, 1 ano, que passa pela segunda internação.
A chegada dos livros e do carrinho da Imprensa Oficial possibilitou a ampliação do trabalho de leitura, que já é desenvolvido há dez anos pela pedagoga da Santa Casa, Silvia Lobato. “Pela leitura trabalhamos com a imaginação, sentimentos, questões culturais e comportamento, pois algumas destas crianças têm um rompimento cultural e familiar quando chegam aqui. A leitura é uma porta para várias aprendizagens e uma forma de terapia. A gente percebe que elas conseguem aceitar mais a presença dos médicos e do tratamento”, explica a pedagoga, que é responsável em ler e contar as histórias.
Elton Ribeiro de Souza, 36, veio de Santarém com a filha Natalia Santos de Souza, 10, em busca de atendimento. Ele foi encaminhado diretamente ao setor pediátrico da Santa Casa e descobriu que o local oferece muito mais do que o tratamento tradicional. “Gostei da rapidez com que ela foi internada aqui, e além das opções de tratamento, a gente tem esse momento de lazer, que é muito importante. Converso muito com ela, distraio, leio, e isso evita a depressão. Ficar longe de casa é difícil”, diz Elton, que está há quase uma semana fora de casa, mas fica feliz ao ver a filha se interessar pelos livros e histórias.
Princesas – Elilde Miranda, 10, gosta de princesas, de pintar, das cores azul, vermelha e marrom. Gosta de pegar e folhear cada livro e imaginar as histórias. Ela tem dificuldades de leitura, mas não se intimida com o desafio, assim como a pequena Sandy Brandão, 11, que adora livros com bichinhos, caça-palavras e os gibis da Turma da Mônica, onde se diverte vendo o Cebolinha aprontar e fugir da Mônica. “Gosto muito de vir aqui e de ler. Não sei ler muito bem ainda, mas gosto dos livros e das histórias. Já sei várias letras e números e minha mãe sempre me ajuda bastante”, diz Sandy, que também adora vermelho e a roupa da Mônica.
“Gosto das princesas e de como contam as histórias para nós. É legal vir aqui, pegar os livros e também olhar para a janela. Dá para ver quase toda cidade, e a gente se sente um pouco melhor”, diz Elilde, referindo-se à imensa porta de vidro do salão localizado no sétimo andar do hospital. De lá, ela e a mãe olham juntas e imaginam quando voltarão para Barcarena. Enquanto isso não acontece, Cinderela e tantas outras princesas esperam por elas na estante de livros.
O projeto Livro Solidário é desenvolvido pela Imprensa Oficial em parceria com o Núcleo Articulação e Cidadania, que leva livros recebidos por doação às mais diversas instituições, como escolas, hospitais, casas penais e associações comunitárias. Os materiais são selecionados e recebem tratamento adequado para chegar em perfeito estado ao destinatário. Esta semana começou uma série de entregas de livros para os hospitais parceiros do projeto. Ao todo, oito hospitais receberão o acervo, que tem como objetivo incentivar a leitura e celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado na segunda-feira (18/4).
Segundo a coordenadora do Livro Solidário, Carmen Palheta, a finalidade das doações é aumentar e renovar o acervo de livros nos carrinhos de leitura e nas brinquedotecas das instituições de saúde que desenvolvem a terapia da leitura. “Essa é uma atividade que está sendo aplicada em vários hospitais como alternativa para abrandar o tempo de espera ou internação dos pacientes e parentes, além de estimular o hábito da leitura. É uma experiência que envolve também diversos órgãos que participam do projeto colaborando com doações de material e livros”, explica.
Contos escritos por detentos em Joinville são publicados
Valéria Martins - G1
Um livro que reúne contos criados por 17 detentos será lançado em Joinville, no Norte de Santa Catarina. “Contos tirados de mim - A literatura no cárcere” traz histórias imaginárias escritas a partir de uma oficina literária por 17 presos - três mulheres e 14 homens. Eles darão autógrafos no evento aberto ao público para lançar o título, na quinta-feira (28), às 20h, na Penitenciária Industrial de Joinville.
“São contos, histórias criadas, talvez inspiradas no que eles vivem, mas não são autobiográficas”, detalha o juiz João Marcos Buch, da Vara de Execuções Penais da Comarca de Joinville. Segundo ele, a iniciativa é pioneira e é também a primeira vez que os presos têm a oportunidade de manifestarem seu lado criativo através da escrita.
Literatura da prisão
“Pessoalmente eles não me falaram, mas relataram aos professores, ao editor. Eles estão fascinados pela possibilidade de se libertarem através da escrita. Durante a oficina, da noite para o dia vinham com uma história. Eles iam para as celas e ficavam pensando no que iam escrever. Alguns mandaram cartas para mim agradecendo”, conta o juiz.
Os autores têm idade entre 20 e 39 anos e cumprem penas diversas. “No final de cada texto, alguns colocaram qual a pena que cumprem. Eles escolheram o que seria dito sobre eles. Por questão de segurança e ética, sugeri que não identificassem o crime”, detalha Buch.
Ler para reduzir a pena
Os presos participam de um projeto de leitura desde 2013. Os apenados leem um livro por mês e escrevem uma resenha, que depois é avaliada por professores. Assim, a cada texto entregue, diminuem quatro dias da pena. Em um ano, é possível reduzir até 48 dias.
“Como algumas penas são demoradas, esperamos seis meses para fazer o encaminhamento à Justiça, para não ficar todo mês pedindo redução de quatro dias”, explica o juiz.
Oficina literária
Uma editora de São Paulo soube do trabalho e propôs que os presos escrevessem. “Enviaram 19 relatos, mas eu queria contos. Com isso, fizemos uma oficina literária de uma semana para desconstruir os relatos e transformá-los em contos”, detalha o editor do livro, Alex Giostri.
O livro conta com notas introdutórias da escritora e psicanalista Betty Milan e do dramaturgo, psicanalista e psiquiatra Antonio Quinet. Buch e Giostri também têm textos no livro. O lançamento do livro terá a presença do ator Luís Melo.
Mais livros
Segundo Buch e Giostri, o objetivo é continuar com o projeto de leituras e com as oficinas literárias no sistema prisional de Joinville. “A equipe que escreveu os contos vai aprofundar para trabalhar em dupla e faremos a turma "2", com novos relatos. A ideia é publicar dois livros por ano. Queremos também ter um acompanhamento quando eles estiverem em liberdade”, conta Giostri.
Para o juiz da Vara de Execuções Penais, o projeto pode servir de modelo. “Não sei a dimensão que está fazendo aos detentos, mas para mim é de muita satisfação, de saber que é possível reduzir os índices de violência, de transformar pessoas através da leitura, pela arte”.
Confira o trecho de um dos contos
“Logo viraram amigos inseparáveis. Alice e Pipoca. E eles se aventuravam correndo pelas manhãs, pelo quintal afora aproveitando a vida de criança. Um segundo de descuido de Alice, e Pipoca fugiu por uma pequena fresta no portão e correu disparado em meio a buzinadas e freadas no meio da rua. Alice vendo-o em perigo, abriu o portão e correu desesperada em direção a Pipoca, tinha a intenção de salvá-lo do pior.”
Transcrito de http://www.blogdogaleno.com.br/2016/04/24/contos-escritos-por-detentos-em-joinville-sao-publicados
Presidente de Portugal apela à leitura e lamenta falta de tempo para... ler
No terceiro e último dia da sua visita ao interior do Alentejo, o chefe de Estado doou meia dúzia de livros à Biblioteca Municipal de Alvito, no distrito de Beja, e acabou a fazer uma apresentação ao estilo das 'Escolhas de Marcelo' do seu tempo de comentador televisivo.
Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa
No final, confessou que as funções de Presidente lhe deixam "pouco tempo" para os livros que gostaria de ler: "Leio os relatórios que dispensaria, alguns deles, leio documentos que dispensaria, mas que tem de ser, e não tenho tempo".
"À noite chego tão cansado, tão cansado, que começo a ler, vou lendo e tal, mas, de facto, leio menos do que devia ler", lamentou.
Marcelo Rebelo de Sousa ofereceu à biblioteca de Alvito um exemplar do livro "Afetos", que reúne fotografias de Rui Ochôa da sua campanha presidencial, três livros da coleção juvenil "Uma Aventura", um romance sobre Dom Afonso Henriques, uma biografia do ator Nicolau Breyner e uma nova edição do "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago.
Depois, embora não tivesse uma plateia, porque só estavam na biblioteca jornalistas e responsáveis do município, o Presidente fez um discurso de incentivo à leitura.
"Pode ler-se um livro na internet, na cama, sentado, na sala de aula, na biblioteca, onde se quiser. Agora, é fundamental que se leia, por pouco que se leia", disse.
O chefe de Estado considerou que "quem não lê acaba por não aprender acerca do mundo e acerca dos outros e, além do mais, acaba por ser pobre na maneira como comunica com os outros".
Marcelo Rebelo de Sousa retomou o tom de comentador que recomendava livros e falou também como professor universitário de Direito, que deixou de ser há mês e meio: "Um dos problemas que eu encontro nos meus alunos, naqueles que leem pouco, é que conhecem menos palavras do que deviam conhecer, usam sempre as mesmas palavras".
"Há livros para todos os gostos. Deve-se ler livros", insistiu.
Transcrito de Notícias ao Minuto - 23/04/2016
Terra de caolho
Camila Cabete
Ok, assumo aqui que ando um tanto agressiva. Mas não é para estar? Nosso país, um barril de pólvora, e um mercado, que amo, atirando para os lados errados. Hoje falaremos de marketing e merchandising.
Em plena era da internet e do YouTube, as editoras têm tentado acertar seu marketing nas mídias ultrapassadas. Falo isso porque tenho contatado alguns youtubers que falam sobre livros e, com pesar, descobri que as editoras não investem neles.
Para os que estão fora do YouTube, é o seguinte: existem canais com várias especialidades. Alguns falam de moda, outros de livros, outros de variedades e por aí vai. Esta ferramenta tem se tornado (já se tornou, acho) a TV da nova geração e o poder de influência é gigantesco. Mesmo eu tendo 38 anos, hoje quem me influencia nas novas leituras são os booktubers, além de amigos confiáveis, claro.
Nos canais de moda, a galera está fazendo disso suas profissões. As marcas entenderam que é o novo caminho do merchandising e têm pago não só anúncios nestes canais, como também patrocinado algumas ações pontuais com suas blogueiras preferidas. Li em um blog que uma das mais famosas do YouTube estaria ganhando cerca de R$ 80 mil por mês, em média, só de visualizações de seus vídeos.
Os canais de livros são os primos pobres da rede. As editoras e livrarias ainda não chegaram nestes canais de comunicação. Os que chegaram acham justo "pagar" os blogueiros / booktubers com livros. Vamos ser mais profissionais, gente? Esses novos influenciadores hoje possuem mais poder do que qualquer jornal e revista na hora de divulgar suas obras. E por se tratar de uma maravilha da internet, você ainda pode medir os resultados das ações.
Isso é incrível... afinal, como vocês medem os resultados do Busdoor (é assim que se escreve?). Esses cartazes na traseira dos ônibus custam caro.... Agora a pergunta que não quer calar: alguém já comprou um livro por causa de anúncio nas traseiras dos ônibus? Acho que não conheço ninguém que tenha. Estendo minha dúvida também para revistas e jornais impressos... além de status, acho improvável isso se tornar um grande influenciador de leitores. Afinal, vivemos dos que os leitores compram, e não do que nos dá status, não é mesmo?
Os blogueiros possuem mídiakits, com preços e opções de parcerias. Fica aqui minha dica: antes de procurá-los para pedir o endereço para mandar livros, e depois ficar cobrando que eles resenhem, sejam profissionais: peçam o kit mídia e comecem a investir no que realmente vai trazer resultado.
Camila Cabete tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ser a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Foi uma das fundadoras da Caki Books, editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Hoje é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e possui uma start-up: a Zo Editorial (@ZoEditorial), que se especializa em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital. Camila vive em um paraíso chamado Camboinhas, com seus gatos pretos Lilica e Bilbo.
Assinar:
Postagens (Atom)
















