domingo, 30 de outubro de 2016

Press Release - Ano 3 - nº 063 – 30 de outubro de 2016

Editorial
   Da ingenuidade à leitura crítica da realidade http://bit.ly/2eYz6YN

TV Leituras
   Livro – book http://bit.ly/2fuUfuz

Entrevista
   Em novo livro, Mia Couto retoma sua trilogia sobre a memória http://bit.ly/2epAUXr

Notícias
   Crônicas, de Bob Dylan, é escolhido o melhor livro sobre música já escrito pela Billboard
   http://bit.ly/2f3KYGH

   Coletivo AED debate o uso da tecnologia como estimulo à leitura http://bit.ly/2dTX4oi

   App transforma poemas de Manoel de Barros em animações http://bit.ly/2ed2jhJ

   Pesquisa: 63% dos brasileiros leem livros on-line http://bit.ly/2floy7t

   Estimule seu filho a ler mais! http://bit.ly/2ecWZL0

   Senac oferece 1.490 vagas para atividades de estímulo à leitura http://bit.ly/2f2Sp1d

   A Garota no Trem sai dos livros e chega aos cinemas http://bit.ly/2f3IPdY

   Como despertar o prazer da leitura http://bit.ly/2ecUlFk

   Quais são os países mais leitores do mundo? http://bit.ly/2eYzKpe

Clássicos da Literatura
   Seis aulas virtuais incríveis e gratuitas de literatura http://bit.ly/2epES2n

O Prazer da Leitura
   Completa Leitura da Realidade http://bit.ly/2eSyAbR

Imagem
   Outro mundo http://bit.ly/2f3L3Ku


Prof. Antonio Carlos Ribeiro
Universidade Federal do Tocantins/PPGL/CAPES
Editor

Se desejar ler os demais Press Release, clique no blog Leituras http://bit.ly/1E35ugR

Editorial - Da ingenuidade à leitura crítica da realidade

Em meio à lentidão imposta ao país, a leitura ainda é um estímulo para compreender a situação, buscar respostas e reunir energias para ler e seguir vivendo. A Entrevista de Mia Couto retoma o tema da memória tão necessária aos brasileiros neste momento. No TV Leituras vai ouvir falar do Livro.

Nos Clássicos da Literatura, há seis aulas virtuais incríveis e gratuitas de literatura. Em O Prazer da Leitura será possível ter uma Completa Leitura da Realidade e em Imagem deve escolher Outro mundo. Em seguida, veja as principais Notícias:

   Crônicas, de Bob Dylan, é escolhido o melhor livro sobre música já escrito pela Billboard
 
   Coletivo AED debate o uso da tecnologia como estimulo à leitura

   App transforma poemas de Manoel de Barros em animações

   Pesquisa: 63% dos brasileiros leem livros on-line
   Estimule seu filho a ler mais!

   Senac oferece 1.490 vagas para atividades de estímulo à leitura

   A Garota no Trem sai dos livros e chega aos cinemas

   Como despertar o prazer da leitura

   Quais são os países mais leitores do mundo?

Boas leituras!

Livro - book

Book – Popularbooks – Versión completa

Em novo livro, Mia Couto retoma sua trilogia sobre a memória



Borboletas brilhantes tingiam de luz o rio durante a noite escura. “São as sombras da água”,
diz um personagem do segundo livro da trilogia As Areias do Imperador, chamado justamente
de Sombras da Água, em que o escritor moçambicano Mia Couto retoma a história de amor
entre a jovem africana Imani e o sargento português Germano de Melo. A história se passa no
fim do século 19, quando Moçambique está em guerra e o sul do país era governado por Ngungunyane, último líder do Estado de Gaza, o segundo maior império da África dirigido
por um africano. Sobre a obra, Couto respondeu por e-mail às seguintes questões.

Sua escrita sempre é marcada pela poesia na prosa. Como funciona o efeito poético em uma obra polifônica como essa?

A poesia é um modo de abrir portas a essa multidão que foi sendo silenciada dentro de cada um de nós. Fomos perdendo o acesso a essa alteridade, mas a vida insiste em construir em cada um de nós uma identidade múltipla. O que quer dizer que o trabalho do escritor se cruza em duas direções aparentemente contraditórias: por um lado, é imperioso que ele encontre a sua própria voz (que deve ser única e singular). Por outro lado, essa voz deve dar vazão à multitude de vozes que moram dentro de nós. No meu caso, tenho o privilégio de ter nascido e viver em um país que é uma nação onde vivem muitas nações. Todas elas pedem para ser faladas, lembradas e cantadas. Em qualquer lugar do mundo, a obra de arte é sempre polifônica. Mas, no caso de Moçambique, essa pluralidade é uma marca claramente vincada.

O colonizador português é mostrado de formas diferentes neste segundo volume, com Germano e Ayres de Ornelas. Por quê?

Pareceu-me que era preciso sublinhar que não existiu uma categoria chamada “o colonizador” ou “os portugueses”. Neste segundo volume, criei um diálogo entre dois militares para mostrar que, do lado do colonizador, ocorriam visões díspares e em conflito. E não apenas distintas visões, mas olhares particulares. Por razões da sua paixão por uma mulher negra e africana, o personagem do sargento vai-se afirmando como uma figura singular e em confronto com o seu mandato de militar europeu.

A captura de Ngungunyane significa a fragilidade de um povo?

Foi uma vitória colonial e uma derrota para a soberania dos africanos. Mas, uma vez mais, esse imperador africano que tanto perturbava o domínio português era um peso fatal para algumas das etnias que ele subjugava. Existiam diversas fragilidades que aqui se conjugam: a de diferentes Áfricas, mas também ironicamente a dos próprios portugueses que derrotaram militarmente esse poderia militar que lhe fazia frente no sul de Moçambique. Mas eram vencedores com vitória hipotecada. Porque era uma vitória apressada, sujeita a uma enorme encenação midiática, para que os ingleses vissem que Portugal merecia um fatia desse apetitoso bolo que era o território africano.

A trilogia trata de uma figura que foi mitificada tanto pelos portugueses como pelos africanos. Como descrever essa figura sem privilegiar um dos lados?

Tive que contrariar a facilidade de ir buscar inspiração apenas nos documentos escritos, que foram todos eles deixados pelos portugueses. Visitei profusamente os territórios de Inhambane e Gaza, no sul de Moçambique, para recolher depoimentos orais que preservam a lembrança desse conturbado período. No ano passado, passei três semanas na ilha dos Açores, lugar onde foi exilado e acabou por morrer o imperador e três dignitários da sua corte. Ali, nessas terras lusas, esses quatro africanos penaram, mas também amaram e fizeram filhos. Hoje, há descendentes desses africanos em território português, gente mestiça, mas de nacionalidade portuguesa.

Nós somos muito aquilo que já fomos, você disse certa vez. Como saber disso a partir de versões provavelmente distorcidas?

As versões do passado não têm sempre que ser interrogadas do ponto de vista da veracidade. Quase sempre elas são reinventadas. Sucede o mesmo quando revisitamos um sonho. O seu relato nunca é fiel. Porque o relato de um sonho pedia um idioma inventado. A única solução é aceitarmos que cada um de nós somos muitos. E somos assim múltiplos no presente porque, no passado, fomos sempre vários. O poeta moçambicano dizia: eu não sou dividido; sou repartido.

Crônicas, de Bob Dylan, é escolhido o melhor livro sobre música já escrito pela Billboard

O livro "Crônicas Volume 1" de Bob Dylan foi escolhido o melhor sobre música já escrito segundo enquete feita pela edição americana da Billboard. 



A obra, lançada em 2004, traz parte das memórias do lendário cantor e compositor. A sua tradução foi lançada no Brasil pela editora Planeta. 

O segundo livro da lista, "Hit Men: Power Brokers and Fast Money Inside the Music Business" de Fredric Dannen saiu em 1990 e nunca foi publicado em português. Ele detalha os bastidores da indústria fonográfica nos anos 60 e 70 através de suas figuras mais poderosas - os presidentes das gravadoras e os grande empresários.

Os outros trabalhos mais bem colocados foram; "Vida", a autobiografia de Keith Richards dos Rolling Stones (editora Globo 2010), "Dino: Living High in the Dirty Business of Dreams", biografia de Dean Martin escrita por Nick Tosches em 1992 (inédito no Brasil) e "Só Garotos" (Companhia das Letras, 2010) onde a cantora Patti Smith relembra sua juventude e início de carreira.

Transcrito de Vagalume - 19/09/2016

Coletivo AED debate o uso da tecnologia como estimulo à leitura

O coletivo Amigo dos Editores Digitais (AED) realiza durante a São Paulo Tech Week, no dia 8 de novembro, das 19h30 às 21h30, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777, Alto de Pinheiros, São Paulo / SP), o primeiro encontro da série Digital Publishers Night, que discutirá o tema Como usar o poder da tecnologia mobile para potencializar a leitura?



Todo mundo sabe que o mundo digital já é referência de acesso a conteúdo e informação no Brasil. Ninguém mais discute que, hoje, smartphones, tablets e e-readers são ferramentas importantes para a divulgação e a propagação do hábito da leitura.

Mas será que a tecnologia favorável à leitura está sendo difundida da melhor maneira entre os leitores? Como promover um livro criado no formato digital? Existem ferramentas mais ou menos vantajosas para ler no celular ou no tablet?

Para conversar sobre o assunto, estarão presentes o empreendedor André Palme, o escritor Felipe Sali e a jornalista Cristina de Luca. “A ideia do encontro é mostrar que o digital pode tornar a leitura um hábito comum a todos nós”, completou André.

Transcrito de Publishnews - 6/10/2016

App transforma poemas de Manoel de Barros em animações

Musicados por Márcio de Camillo e ilustrados e animados pelas iluminuras de Martha Barros, os versos de Manoel de Barros viraram “poesias brincantes” em um novo aplicativo para tablets e celulares iOS e Android, lançado nesta semana. Intitulado Crianceiras, reúne dez clipes animados e quatro poesias interativas, além de um “caderno” no qual os leitores podem tocar nas palavras e ver animações, sons e definições. O aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente, é um desdobramento do projeto de mesmo nome, concebido por Camillo e lançado em 2012, como disco e espetáculo.



Responsável pela direção e produção do app, Bruna Pligher diz acreditar que a interação da tecnologia com a poesia tem “um enorme potencial”:

— Nada vai substituir a poesia em seu estado mais puro. Mas o app serve como um convite à poesia e a apresenta em uma nova forma. Colocar a obra do poeta numa tecnologia de que as crianças gostam pode provocar nelas uma nova percepção da arte e aumentar o interesse pelos livros do Manoel.

O app oferece quatro recursos: Clipes, Poesias, Desenhar e Foto. Poemas musicados por Camillo, como “Boa sombra” e “O menino e o rio”, ganham clipes com animações de Martha Barros, filha de Manoel. Já no tópico Poesias, as palavras se transformam em brinquedos, num formato interativo em que o usuário vai aprendendo mais sobre o poema a partir de sons e desenhos. Outro recurso permite desenhar com as cores, as texturas e os personagens das iluminuras.

— Não acho que o aplicativo pode ajudar a compreender a poesia de Manoel de Barros, porque o próprio Manoel de Barros já dizia que a poesia não era para ser compreendida. A ideia é incorporar um novo olhar para a poesia no cotidiano. Nesse sentido, acho que o carro-chefe são as animações. Foi um desafio aproximar as crianças do visual, sem deixar de manter a identidade da Martha, que tem uma obra visualmente poética, muito próxima da do Manoel. Quisemos trabalhar só com textura, com o sugestivo, porque queríamos estimular a imaginação — diz Bruna.

Transcrito de O Globo - 22/10/2016

Pesquisa: 63% dos brasileiros leem livros on-line

Camila Holanda

Os hábitos de consumo modificam-se à medida em que as tecnologias vão sendo aprimoradas. Reflexo disto está na forma de ler. Segundo pesquisa realizada pela Conecta, uma plataforma web do instituto Ibope Inteligência, 63% dos internautas brasileiros leem livros online e 38% realizam essa atividade nas telas de computadores (PCs/notebooks).

Outros aparelhos usados para leitura online são smartphone (31%), tablet (17%) e smart TV (1%). Na Região Nordeste, 46% dos entrevistados optam por PCs/notebooks. A pesquisa, contudo, não especifica se os leitores têm o hábito de comprar estes livros ou se baixam os arquivos em PDF de forma gratuita.



Para a escritora e entusiasta das plataformas digitais, Socorro Acioli, a caminhada do livro digital no Brasil tem sido mais lenta se comparada com outros países. “Mas é um caminho natural”, acredita. Ela puxa o exemplo recente de polêmica protagonizada pela editora Cosac Naif, que, após fechar as portas, anunciou que os livros remanescentes em estoque serão destruídos no dia 31 de dezembro deste ano.

“As editoras têm um custo muito alto com o depósito e isto é algo meio escondido, mas começou a ser discutido com o caso da Cosac. O livro digital vem, justamente, para fazer uma espécie de teste, que antecede a publicação física”, acredita a escritora. Para ela, o ponto negativo nessa mudança de hábito é que o livro digital não permite que o escritor autografe a obra. “Mas tenho uma amiga que leva é o Kobo para a Flip e os autores autografam na parte de trás”, brinca.

O professor Leite Jr., do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC), acredita que existe um afunilamento progressivo dos usuários da rede que vão realmente se adaptando aos suportes novos de veiculação da informação. O preço, contudo, continua sendo um entrave.

Por vezes, o valor de um e-book é semelhante ao do mesmo livro sendo de papel, o que não se torna atrativo. “Acredito que a tendência mais inteligente é que se mantenham o suporte de papel, mas já preparando no meio eletrônico, que pede um barateamento”, explica o docente.

Editor das editoras Moinhos e Substânsia, Nathan Matos observa que há ainda um desconhecimento profundo do mercado, em que editoras e profissionais do livro parecem ainda não ver o e-book como um aliado, mas como um rival. “O que é um problema. Deveríamos nos atentar para as inúmeras possibilidades que o e-book, lado do livro impresso, é um aliado importantíssimo para a leitura, para a divulgação de novas obras e, certamente, para as vendas dos livros”, aposta.

Outros dados

A pesquisa Conecta também investigou outros hábitos de consumo dos brasileiros. Um dos resultados mostra que 80% dos internautas fazem downloads de filmes, séries e shows, sendo que a maioria (70%) utilizam PCs/notebooks. O smartphone vem em seguida, com 20% de utilização, acompanhado por tablet (7%) e smart tv (3%).

Além disto, 69% dos internautas brasileiros jogam games eletrônicos. Os de classe A são os que mais jogam (78%). Já as pessoas com 55 anos ou mais são as que menos jogam (53%), enquanto quase metade da população mais velha já aderiu aos jogos eletrônicos.

Transcrito de O Povo - 19/10/2016

Estimule seu filho a ler mais!



Que leitura é fundamental, todo mundo está careca de saber. Mesmo assim, a atividade ainda não é a preferida entre os brasileiros. Uma pesquisa mostrou que uma em cada quatro pessoa não chega nem perto dos livros. Além disso, a mãe é a maior influência na formação de um leitor (49%, depois o professor (33%), o pai (30%) e por último, um parente (14%). Veja como fazer para estimular seu filho a ler mais:

-Frequente livrarias e biblioteca com seu filho.
-Conte histórias. Assim ele desenvolve a imaginação e busca livros para alimentá-la.
-Deixe os livros da casa acessíveis à altura da criança.
-Estimule-o trocar livros com os coleguinhas da escola.

Transcrito de Ideal Dicas

Senac oferece 1.490 vagas para atividades de estímulo à leitura

O Senac realiza até o dia 29 de outubro, a Semana Senac de Leitura com uma programação gratuita em sete unidades da capital além do Centro Universitário Senac – Santo Amaro.

O teólogo e escritor Rubem Alves

Inspirada no escritor e educador Rubem Alves e com a proposta de fomentar a reflexão sobre a importância da produção escrita e da leitura como elementos formadores de indivíduos críticos, a organização oferece 1.490 vagas para participar de rodas de conversa, mesas-redondas, oficinas, palestras, contação de história, além da Feira de Troca de Livros, promovida pela instituição há mais de 10 anos.

A obra de Rubem Alves sairá dos livros para uma viagem à cozinha com a Sopa poética, ação gastronômica que irá traduzir a paixão do escritor pelo prato em uma tarde de degustação. Entre uma colherada e outra, os participantes poderão declamar poemas ou trechos de seus livros. A programação completa da Semana está disponível no site do Senac.

Transcrito de Publishnews - 25/10/2016

A Garota no Trem sai dos livros e chega aos cinemas

Todo o suspense contido no best-seller “A Garota no Trem”, da escritora zimbabuana Paula Hawkins, ganhou sua versão para o cinema. O longa tem como protagonista a inglesa Emily Blunt (de “O Diabo Veste Prada”, 2006) e direção do cineasta norte-americano Tate Taylor, do premiado “Histórias Cruzadas” (2011). Atualmente, o livro está entre os mais vendidos entre as obras de ficção no País.

Quem não conhece a história pelo livro vai ser apresentado aos personagens bem aos poucos no filme. A garota do trem é Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra que perdeu o marido, o emprego e passa os dias dentro do trem, viajando até Londres. Da janela, ela pode ver a casa onde morava com o ex, Tom (Justin Theroux).

Crime

Traumatizada pelo abandono, Rachel assedia o ex-marido, hoje casado com a ex-amante, Anna (Rebecca Ferguson), com quem teve um filho. Atormentada, ela tenta fazer parte dessa nova vida de Tom, até que acaba envolvida em um crime. A bela babá Megan (Haley Bennett), que trabalha para o casal, desaparece em certa noite. Rachel acaba como uma das suspeitas do desaparecimento da babá, sem saber que fará parte de um jogo psicológico que colocará em dúvida sua própria sanidade.

Aos poucos, a relação dos personagens se desembaraça, até que o grande mistério de Megan seja resolvido e Rachel cure seus traumas. Cheia de reviravoltas, a trama do livro foi comparada à de “Garota Exemplar”, romance de Gillian Flynn que também fez sucesso nas livrarias e nos cinemas, dirigido por David Fincher. (Folhapress)

Transcrito de Comercio do Jahu - 27/10/2016

Como despertar o prazer da leitura

É fácil encontrar nos olhos da pequena Maria Clara, de apenas 3 anos, o encantamento pelos livros. As palavras que embalam a ficção fazem parte da sua rotina desde o fim de 2014, quando a avó Marcia Amaral mudou-se de Manaus (AM) para São Paulo (SP) e ficou mais perto da neta.



— Comecei a ler para a Maria Clara quando ela ainda tinha um aninho. Já faz tempo que ela mesma escolhe os livros. Por causa desse hábito, decidimos fazer algumas mudanças aqui em casa. Deixamos a estante dela mais baixa e acessível — explica Marcia.

A tática de posicionar os livros ao alcance dos pequenos é um jeito simples e certeiro de estimular a leitura e, além de estreitar o contato com as páginas, dá um voto de confiança à criança, que começa a desenvolver a autonomia já na primeira infância. Marcia conta que a estante da neta é muito variada. E apesar da preferência pelos contos das princesas da Disney, há lugar para outras aventuras, algumas bem surpreendentes.

— Ela gosta de ouvir tudo. Desde um livrinho de Salmos que eu tenho na cabeceira da cama até o modo de preparo de receitas culinárias — diverte-se a avó.

Mãe de Maria Clara, Camilla Conde percebe que a filha lida com as histórias de forma dinâmica, saboreando cada momento.

Um tempo para cada história

O entusiasmo pela leitura pode ser incentivado com um pouquinho de disposição. Idas ao teatro, ao cinema ou a eventos de contação de histórias e livros de colorir estão entre as atividades capazes de despertar o interesse. Dar o exemplo e ler na frente das crianças também é motivador, pois desperta a curiosidade.

Contador de histórias profissional do grupo curitibano Tupi Pererê, Guga Cidral lembra que é importante respeitar o momento da criança ao escolher um livro. Muitas vezes, ela não quer ouvir um enredo fantástico, mas apenas acompanhar as tirinhas de uma história em quadrinhos ou saber como um peixe consegue respirar embaixo d’água. Para ele, o importante é encantar e ajudá-las a criar significados no mundo.

— Ler é ativar coisas que, desde a infância, precisam ser vividas e estão dentro da gente, nos nossos próprios livros, nas nossas memórias. Com uma caixa de papelão, por exemplo, a criança pode inventar histórias sem fim. Isso é trazer para a brincadeira todas as referências de aprendizado, e muito disso vem dos livros. A criança precisa fazer de conta. E a gente precisa ensinar o ‘era uma vez’ — diz.

A educadora e editora Márcia Leite reforça a importância de deixar a criança se relacionar com o texto a partir de seu próprio repertório.

— O adulto deve atuar como uma ponte entre o livro e a criança. Ele promove discussões, orienta, como uma bússola. Afinal, são elas que estão tentando entender o mundo e dar sentido às histórias – afirma Márcia. Ela recomenda, por exemplo, que quando a criança questionar alguma parte da história, em vez de responder, o adulto volte ao momento em que reside a dúvida, releia e deixe que a criança chegue a alguma conclusão.

Não há regras que definem jeito, momento ou lugar para ler. Há, sim, vontade e um pouquinho de organização do tempo. E motivos para isso não faltam. A leitura na infância ajuda na alfabetização, na ampliação do vocabulário, no desenvolvimento cognitivo, na percepção de causa e efeito, na ampliação da criatividade e no entendimento da empatia, já que os pequenos costumam se colocar no lugar dos personagens.

Leia para uma criança

Para incentivar a leitura e democratizar o acesso aos livros, o Itaú está disponibilizando vários títulos, com exclusividade, nas plataformas digitais. Pelo celular, acesse o app do Facebook (facebook.com/itau) ou o Instagram (@leiaparaumacrianca) e divirta-se com “O Menino e o Foguete”, de Marcelo Rubens Paiva, “O Cabelo da Menina”, de Fernanda Takai, “O Sétimo Gato”, de Fernando Veríssimo, “Entre Sonhos e Dragões”, de Adriana Carranca, e o mais recente lançamento: “Bicicleta Voadora”, de Antonio Prata.

As histórias também estão disponíveis, pelo celular, no site www.euleioparaumacrianca.com.br. No endereço também é possível fazer o download da música infantil “Leia para uma criança”.

Transcrito de O Globo - 20/10/2016

Quais são os países mais leitores do mundo?

Os  benefícios  de  ler  são  múltiplos  e  comprovados.  Estimula  a  criatividade,  enriquece o mapa referencial, reforça processos cognitivos, por exemplo, afinando a memória. Em um  plano  coletivo, uma sociedade que lê mais, é uma sociedade menos vulnerável, mais inventiva e  inclusive seu senso comum é menos medíocre. E neste sentido, e de forma paralela a uma luta cívica e a exigências como a transparência de prestação de contas de seus governos e  a  regulação  de  suas  elites,  acho  que  o melhor que uma população poderia fazer é tentar a leitura.



Os benefícios de ler são múltiplos e comprovados. Estimula a criatividade, enriquece o mapa referencial, reforça processos cognitivos, por exemplo, afinando a memória. Em um plano coletivo, uma sociedade que lê mais, é uma sociedade menos vulnerável, mais inventiva e inclusive seu senso comum é menos medíocre. E neste sentido, e de forma paralela a uma luta cívica e a exigências como a transparência de prestação de contas de seus governos e a regulação de suas elites, acho que o melhor que uma população poderia fazer é tentar a leitura.

Há algumas semanas a Market Research World publicou o Índice de Cultura Mundial, ranking que refere a relação de diversos países, ou melhor dito de sua população, com diferentes hábitos culturais, entre eles a leitura. E ao revisar este último quesito, os países que encabeçam o hábito de ler é verdadeiramente surpreendente. Suponho que, assim como eu, a maioria de nós pensaria que os países mais leitores do mundo seriam os escandinavos, Japão, talvez Alemanha, mas a verdade é que, ao menos de acordo com este relatório, em realidade é nos países asiáticos onde as pessoas se entregam mais a esta proveitosa prática.

O país que mais lê no mundo é a Índia e ocupa essa distinção desde 2005. Os indianos dedicam, em média, 10 horas e 42 minutos semanais para ler. Os seguintes três postos também são ocupados por países da Ásia, Tailândia, China e Filipinas, enquanto o quinto é, notavelmente, o Egito. Posteriormente vem a nação européia melhor localizada, República Tcheca, seguida da Rússia, Suécia empatada com a França, e depois Hungria empatada com a Arábia Saudita. Quanto a América Latina, o país mais leitor é a Venezuela, no 14º lugar, e depois vêm a Argentina (18º), México (25º) e Brasil (27º) com médias de leitura que rondam menos da metade de tempo que dedicam na Índia.

Chama a atenção que as duas economias com maior potencial, China e Índia, estejam acompanhando com educação seu crescimento explosivo na indústria, mercado e outros. Isto sugere que seu desenvolvimento não só responde ao fato de serem por muito as duas maiores populações do planeta, senão que também a uma verdadeira inteligência e estratégia. Por outro lado, não deixa de ser lamentável confirmar um indício a mais de que os latino-americanos, diferente dos asiáticos, estejamos ainda longe da maturidade necessária para, eventualmente, tomar o relevo de mãos da Europa e Estados Unidos, à cabeça do desenvolvimento econômico e cultural.

Enfim, talvez o fato de estar entre os países que mais tempo dedicam à leitura não assegure a sua população um melhor futuro de acordo às variáveis macroeconômicas ou de progresso, e nem sequer para os padrões de civismo ou felicidade, mas ao menos me parece que é um valioso indicador de maturidade, e sem dúvida, permite a construção de um panorama mais rico e interessante, algo que mais cedo ou mais tarde se materializará em melhores condições de vida.

Enquanto isso vamos ter a copa mais cara de todos os tempos nos estádios mais caros do mundo, algo que mais cedo ou mais tarde se materializará em uma quebradeira geral.


Não é preciso queimar livros para destruir uma cultura. Basta fazer com que as pessoas deixem de lê-los! (Ray Bradbury)

Transcrito de http://www.blogdogaleno.com.br/2016/10/24/quais-sao-os-paises-mais-leitores-do-mundo

Seis aulas virtuais incríveis e gratuitas de literatura

Não tenha medo. A literatura não é o bicho de sete cabeças que o colégio te fez pensar que era. Ela está nos alicerces da nossa cultura e sua influência está por todos os cantos.

Ela está tão impregnada na nossa formação, na verdade, que é bem provável que você já goste de literatura e só não saiba disso ainda. A GALILEU selecionou aulas, palestras e entrevistas com grandes professores e críticos literários do Brasil e do exterior que te farão ir correndo para a livraria.


É bom começar pelo começo. Paul Fry é especialista em poesia romântica britânica, mas aqui ele dá os alicerces para qualquer um que queira se aprofundar no uso estético da palavra. Seu curso, ministrado em Yale, passa por questões básicas, como “O que é literatura?”, e dá um panorama da história, das tendências e das linhas de pensamento da teoria literária. Perfeito para quem não quer fazer feio na mesa do bar — ou para quem quer chegar afiado a aulas, palestras e entrevistas sobre autores específicos como as que vem abaixo.


Depois das densas aulas de nível universitário de Fry, você pode respirar vendo uma palestra de um dos mestres da crítica literária contemporânea, o norte-americano Stephen Burt, no TED. Ele fala de sua relação com a poesia com tanto amor que é fácil se esquecer de que ele é um acadêmico. Mas sua palestra é uma resposta curta e concisa a todos os céticos que perguntam qual é a importância dos versos.


15.693 versos escritos há mais de 2 mil anos. É difícil imaginar um estudante que optaria espontaneamente pela Ilíada como leitura de final de semana. Mas o professor da Universidade de São Paulo (USP) André Malta não mede esforços em transformar o poema épico na coisa mais legal de que você ouviu falar hoje.


O estilo de Guimarães Rosa é desafiador. Ele conhece a língua portuguesa tão bem que inclusive criou suas próprias palavras em incontáveis ocasiões (fizeram um dicionário só para ele). Suas obras são tão detalhadas e ricas em possibilidades de interpretação quanto seu uso do português, e elas podem ir de um pesadelo a uma experiência reveladora pelas mãos de José Miguel Wisnik, músico crítico literário e professor brasileiro. Wisnik te pega pela mão e vai revelando cada cantinho do conto central da obra Corpo de Baile. E você ficará impressionado com quanta coisa cabe em tão poucas páginas — ignore o cenário.


Quem tenta ler as primeiras páginas de O Som e a Fúria cai da cadeira. Um fluxo de pensamento interminável e impenetrável, com pontuação no mínimo ousada, introduz o leitor à mente de uma personagem autista. É por meio de seus olhos que começamos a assistir ao declínio de uma família aristocrática do sul dos EUA no início do século 20. A obra é incrível, e pode ficar melhor com uma ajudinha da professora Munira Mutran.


Nosso último vídeo não é sobre um livro específico. Mas sobre quantos livros ainda há para ler por aí. Ann Morgan, escritora e editora de livros britânica, resolveu ler uma obra literária de cada país do mundo para saber o que estava perdendo. E descobriu que era muita coisa. Um estímulo para você continuar atrás de cada vez mais aulas.

Transcrito de Bruno Vaiano - Galileu - 21/09/2016

Completa Leitura da Realidade

Foto: littleg.tumblr.com

Outro mundo

Foto: pictacular.co